Londrinense acusado de tráfico denuncia ameaça
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quarta-feira, 24 de janeiro de 2001
Érika Pelegrino de Londrina 
A acareação entre o londrinense César Sinigalha Alvares, 33 anos, e o carioca Alexandre Rocha da Fonseca, 32 anos, marcada para ontem às 15 horas na Polícia Federal do Rio de Janeiro foi cancelada. Alvares e Fonseca estão presos no presídio Ary Franco, zona norte do Rio de Janeiro, desde o último dia 13. O londrinense transportava para o Rio uma carga de armamento pesado, explosivos e granadas no bagageiro de um ônibus da Viação Garcia. O material bélico seria vendido para Fonseca.
Segundo a assessoria de comunicação da PF do Rio de Janeiro, a acareação foi cancelada porque Alvares diz estar sendo ameaçado por Fonseca. Alvares estaria colaborando com a polícia para desvendar a organização envolvida no tráfico de armas. Fonseca se diz inocente, mas segundo a assessoria de comunicação, há muitas contradições em seus depoimentos.
O delegado Marcelo Nogueira, que preside o inquérito instaurado na Superintendencia de Prevenção e Repressão ao Crime da PF do Rio, deve receber hoje o laudo elaborado pelo Serviço de Criminalística (Secrim) de todo o material apreendido no ônibus com Alvares e do material (munições e armas) apreendido no apartamento de Fonseca, no Meyer, zona norte do Rio.
De posse do laudo, segundo a assessoria de imprensa, o delegado irá enquadrar ambos por crime de contrabando, artigo 334 do Código Penal, que prevê pena de 1 a 4 anos. Todo o armamento e munições, além de documentos com nomes de possíveis compradores e fornecedores apreendidos na rua Jundiaí, 134, em Londrina, onde funcionava a sede do Clube de Tiro do qual Alvares é presidente e em sua residência em Rolândia estão com o delegado chefe interino da PF de Londrina, João Luiz do Prado.
Ainda não há uma data marcada para a Polícia Federal do Rio de Janeiro buscar o material.


