O Ministério das Cidades liberou R$ 313,5 milhões para urbanização de favelas em 16 estados. Curitiba e Londrina estão entre os municípios beneficiados e vão receber R$ 10,5 milhões e R$ 4,5 milhões, respectivamente. Na capital, 1.100 famílias serão contempladas; em Londrina, 280 famílias vão melhorar as condições de vida.
O diretor técnico Companhia de Habitação de Londrina (Cohab LD), Rosalmir Moreira, disse que os moradores do fundo de vale localizado no fundo do Conjunto Aquiles Sthenghel Guimarães (Zona Norte de Londrina), serão retirados do local e levados para uma região próxima onde será construída a estrutura de rede de água, esgoto, energia elétrica e asfalto. '' Os moradores vão mudar para um local próximo onde eles já estão. A mudança vai ocorrer quando toda a infra-estrutura estiver construída'', esclarece. No local também será instalado um barracão de geração e emprego e renda. Após a retirada das famílias o fundo de vale será revitalizado.
Moreira informou que devem ser gastos na obra R$ 7,5 milhões, sendo R$ 4,5 milhões do Ministério das Cidades e R$ 3 milhões de contrapartida do município. Segundo ele, após os detalhes burocráticos para a liberação dos recursos, haverá a licitação para as obras. A Cohab está avaliando qual é o melhor terreno e a previsão é que neste ano a estrutura comece a ser feita.
Os recursos do governo federal são a fundo perdido, mas os terrenos das casas não poderão ser doados pela Cohab. '' Estamos estudando o valor da taxa que será cobrada pelo terreno e o período de financiamento'', disse.
Em Curitiba, os R$ 10,5 milhões serão aplicados na Vila Terra Santa, bairro Tatuquara, segundo a Companhia de Habitação Popular de Curitiba. A contrapartida da prefeitura será de R$ 4,3 milhões e o custo total da obra, R$ 15,8 milhões. Das 1.100 famílias beneficiadas, 600 ficarão na Vila Terra Santa. As outras 500 vão para o loteamento Moradias Laguna, no mesmo bairro. A previsão é que as obras comecem neste semestre.
Os R$ 313,5 milhões fazem parte do Programa Habitar Brasil, executado por meio de empréstimo do Banco Interamericano de Desenvolvimento ao governo brasileiro. O programa atende famílias com renda mensal de até três salários mínimos e que moram em favelas na região urbana.

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