Londrina - O Ministério da Educação (MEC) aprovou a abertura de 60 vagas para o curso de medicina no campus da Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Londrina. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. A autorização é para expansão de 2.355 vagas de medicina em todo o País. São 800 em instituições privadas e 1.615 em instituições federais. No Paraná, apenas a PUC foi contemplada.
Conforme Mercadante, até o final de 2013 todas as vagas já devem estar implantadas. Ele também ressaltou que a abertura de novas vagas seguiu critérios específicos, como a disponibilidade de uma rede hospitalar que possa acompanhar a formação do médico, além do chamado índice de leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), que deve ser de cinco para cada profissional em formação. Em Londrina, a Santa Casa deve servir como parceira na implantação do curso de medicina.
A reportagem buscou contato com a direção da PUC ontem, mas a universidade só se pronunciará quando a autorização para abertura do curso for publicada no Diário Oficial da União. Além do MEC, em abril deste ano o Conselho Nacional de Saúde já havia aprovado a abertura do curso de medicina da PUC em Londrina.
Sobre a concentração das novas vagas nas regiões Norte e Nordeste, o ministro destacou que este é um esforço que precisa ser complementado com ações que mantenham os médicos em suas localidades de formação. ''Há uma dispersão muito grande quando analisamos médicos e vagas. Não basta apenas uma política de desconcentração, mas para fixação'', explicou.
Para apoiar a expansão das vagas serão contratados 1.618 professores e 868 técnicos administrativos. Com 1,8 médicos para cada mil habitantes, o Brasil tem, proporcionalmente, pequeno número de profissionais nessa área, quando comparado a outros países da América Latina. A média de vizinhos como Argentina e Uruguai chega a 3,1 e a 3,7 médicos por mil habitantes, respectivamente. Alguns países europeus contam, proporcionalmente, com o dobro de médicos. É o caso da França (3,5), Alemanha (3,6), Portugal (3,9) e Espanha (4,0). ''Temos uma oferta de médicos insuficiente para atender a sociedade brasileira'', ressaltou Mercadante, ao citar dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).(Com Agências)

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