Londrina tem mais de 500 mil habitantes
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sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Fernanda Mazzini<br>Reportagem Local 
Londrina finalmente ultrapassou a barreira psicológica do meio milhão de habitantes. Segundo estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem, moram no município 505.184 pessoas. Como o resultado, Londrina continua sendo a terceira maior cidade da Região Sul do País com mais habitantes, ficando atrás apenas de Porto Alegre (RS) e Curitiba. Joinville (SC) permanece na quarta posição com uma população estimada em 492.101 pessoas.
O crescimento populacional londrinense ficou na faixa do 1,5% no último ano, índice semelhante ao resultado obtido no País, mas maior do que o aumento dos moradores em Joinville, por exemplo, que ficou na casa do 1%. Em 2007, o município catarinense tinha 487.003 moradores. ''O porcentual está dentro dos parâmetros que o IBGE trabalha. Já foi registrado um crescimento maior na década de 70, quando o crescimento variou entre 2,5% e 3% no País como um todo'', comenta Alfeu Celso Campiolo, chefe da agência do IBGE em Londrina.
A partir do resultado, ele acrescenta que a tendência é que a cidade se mantenha em crescimento e continue sendo um pólo regional. Apesar disso, Campiolo afirma que atualmente há uma grande quantidade de domicílios com apenas um ou dois moradores. Atualmente, esta média é de 3,2 pessoas, mas já chegou a 4. Na sua avaliação, este resultado é fruto da queda da taxa de natalidade e da entrada da mulher no mercado de trabalho.
Para o sociólogo Ronaldo Baltar, professor da Universidade Estadual de Londrina, o município está retomando sua trajetória de crescimento com o aumento natural da população e continua sendo um pólo de atração de pessoas devido aos serviços prestados, comércio forte e as universidades. ''Apesar de Joinville ser um pólo industrial não é um pólo de atração tão forte quanto Londrina'', compara. Na sua avaliação, agora o principal desafio para a cidade é a geração de empregos para manter as pessoas no município e a construção de infra-estrutura urbana para acomodar esta população.
''Para isso é preciso retomar as discussões do Plano Diretor, que irá prever a expansão populacional e a expansão da cidade nos próximos anos. Percebemos que há algumas iniciativas, mas é preciso facilitar mais investimentos para recebermos indústrias e comércio. Os investimentos feitos aqui estão aquém do potencial da cidade'', comenta Baltar.
Segundo o secretário municipal de Fazenda, Wilson Sella, o aumento da população londrinense pouco irá refletir na arrecadação. ''A arrecadação do FPM é menor do que a do ISS (Imposto Sobre Serviços). Não dependemos do FPM como as cidades menores e, por isso, não há muito impacto'', diz Sella.


