Londrina tem maior superlotação carcerária
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quinta-feira, 03 de janeiro de 2013
Rubens Chueire Jr. <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - A Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) deu mais um passo para tentar resolver o problema de superlotação nas carceragens do Paraná. Termina hoje a transferência de 370 presos condenados ou provisórios que permaneciam nas delegacias de Guaratuba, Pontal do Paraná, Matinhos, Morretes, Antonina e Paranaguá, no litoral do Estado, para o sistema prisional. Eles foram retirados e encaminhados para o Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). A partir de agora permanecerão nas delegacias da região apenas os casos em flagrante, que vão aguardar investigação policial.
A situação no restante do Estado, no entanto, ainda preocupa. Segundo os dados de um relatório gerencial fechado no último dia 28 de dezembro, e divulgado ontem pela Seju, a capacidade destes locais ainda está extrapolada em 5.527 vagas - 4.487 vagas existentes estão sendo ocupadas por 9.714 condenados.
A situação mais grave ocorre na região de Londrina, onde o deficit de vagas fica em 1.570. O total ofertado é de 504, mas nas carceragens encontram-se 2.074 presos. Logo em seguida aparece a região de Maringá, com um deficit de 954 vagas; e depois Ponta Grossa, com um deficit de 871. Curitiba e região metropolitana ainda possuem 407 vagas disponíveis em suas carceragens.
''Nossa meta é terminar o mandato, em 2014, eliminando a superlotação em todas as delegacias. Esta transferência dos presos do litoral já foi um passo muito importante. Além disso, vamos assumir a gestão de todas as carceragens (caso do 5º Distrito Policial de Londrina) até o final do mandato. Isso já ocorreu com o 2º DP (que registrou uma rebelião em maio de 2012), por exemplo, e isso já vai ser mais um passo adiante para solucionar o problema. Atualmente a Sesp ainda coordena alguns estabelecimentos. Sabemos que a situação de Londrina e região é a mais grave no Estado, mas medidas estão sendo tomadas'', ressaltou a secretária Maria Tereza Uille Gomes.
Ela lembrou que ainda neste mês devem ser assinados os contratos para liberação de recursos junto ao Ministério da Justiça para ampliação e construção de novas unidades penais no Paraná. Estas obras, destaca a secretária, vão desafogar as carceragens das delegacias.
Em outubro, a Seju já havia confirmado que o ministério havia aprovado 14 projetos para ampliação e contrução de penitenciárias no Paraná. Até o final de 2013 serão ampliados oito estabelecimentos penais e, até o final de 2014, serão construídas seis novas penitenciárias, criando 7.404 novas vagas no sistema penitenciário do Estado.
Além disso, aponta a Seju, com a instalação de 1.022 camas nas unidades, a geração de vagas vai chegar a 8.426.
Serão construídas seis novas cadeias públicas em Apucarana, Campo Mourão, Foz do Iguaçu e Guaíra, com 544 vagas cada; em Londrina será construída uma unidade feminina com 576 vagas, e em Piraquara será construída uma unidade para jovens e adultos, com 516 vagas, para presos de 18 a 25 anos.
Em Piraquara serão ampliadas três unidades, duas masculinas e uma feminina, com 501 vagas cada; as unidades de Maringá, Ponta Grossa e Cascavel serão ampliadas em 334 vagas cada; a de Foz do Iguaçu terá 381 novas vagas, e a de Londrina terá 196 novas vagas.


