Desde o começo do ano, Londrina teve 531 casos confirmados de dengue até esta essa quinta-feira (28). Um aumento de pouco mais de 18% desde a semana passada.

Imagem ilustrativa da imagem Londrina tem aumento de 18% nos casos confirmados de dengue
| Foto: Venilton Küchler/Sesa

Em último levantamento, a Saúde teve 3.806 notificações de dengue em Londrina: 1.304 foram descartadas e 1.971 ainda estão sob análise. "Tivemos redução dos casos notificados. Temos sete ou oito semanas de circulação viral e ainda estamos em risco de epidemia”, explicou o secretário Felippe Machado.

A zona sul segue sendo a área mais grave, só lá foram 373 casos, seguidos de 59 no centro, 38 na zona norte, 37 na oeste, 20 na leste e quatro casos na zona rural.

Por conta da situação crítica, na zona sul o fumacê – que conta com 12 caminhões - foi aplicado nove vezes e o posto de saúde do Itapuã permanecerá aberto até as 23h pelo menos até o fim do mês. “Ainda encontramos focos dentro das casas das pessoas. Não adianta se não houver o apoio da população”, disse.

Mas, mesmo com a chegada do outono, Machado descarta sentimentos de tranquilidade. “A condição climática favorece nesse processo, mas a dengue é muito dinâmica, ao mesmo tempo que podemos entrar em cenário de tranquilidade, também podemos não entrar”.

Na semana passada, 11 pessoas estavam internadas por dengue, inclusive na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Já nesta quinta pela manhã, sete pessoas estavam internadas. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, mesmo com a diminuição do número de internamentos não significa que o município pode baixar a guarda e dizer que o pior já passou. Desses sete casos, cinco foram classificados como dengue grave. Fernandes lembra que os internados de hoje não são os mesmos da semana passada. “A criança de quatro anos que preocupava, teve alta e o bebê de sete meses também”.

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