Em Londrina e região, os casos de paracoccidioidomicose são tratados no ambulatório de moléstias infecciosas do Hospital de Clínicas da UEL. Segundo a infectologista Maria do Carmo Elisbão, coordenadora do ambulatório, são pelo menos cinco novos casos por mês da doença. A maioria homens com idade por volta dos 40, 50 anos, e trabalhadores rurais.
A maioria dos pacientes do ambulatório, segundo a infectologista, é de casos leves, que podem ser tratados com medicação via oral, como o bactrin, fornecido pela rede municipal de saúde. No entanto ela faz um alerta: ''Por ser uma doença crônica, a pessoa começa a tomar medicação e, quando melhora, acha que pode interromper o tratamento. É preciso conscientizar os pacientes que eles estão melhores justamente por causa do medicamento''.
Segundo ela, apenas cerca de 60% dos pacientes prosseguem os cuidados. A falta de tratamento, no entanto, pode agravar o quadro, causando, por exemplo, lesões pulmonares e consequente falta de ar. ''É preciso sensibilizar médicos e pacientes que a doença é grave, mas tem controle, tem tratamento''. (C.P.)

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