Londrina- Uma moradora de Londrina, de 48 anos de idade que esteve nos Estados Unidos e México nas últimas semanas e que deu entrada na tarde de anteontem no Hospital Universitário (HU) de Londrina é o primeiro caso suspeito da gripe A H1N1 registrado na cidade. Além da mulher, outros quatro casos suspeitos no Paraná foram levantados pela Secretaria Estadual do Paraná, três na região metropolitana de Curitiba (duas crianças e um adulto) e um em Maringá (adulto).
As informações foram confirmadas ontem pelo secretário de Saúde, Gilberto Martin, durante visita ao Hospital Zona Norte (HZN). Ele anunciou as obras de ampliação e reformas daquela unidade e também do Hospital Zona Sul (HZS).
Segundo o secretário, por uma questão de ética nenhum dos casos suspeitos terão detalhes de informações divulgados. A mulher continua internada no HU onde teve material de sua secreção recolhido e encaminhados para a Fiocruz no Rio de Janeiro. O resultado dos exames que pode confirmar se se trata de gripe A H1N1 deve sair em 4 a 5 dias. ''Ela passou por avaliação médica, suspeitou-se pelo quadro clínico epidemiológico e foi então notificada a saúde pública. Nosso pessoal já fez um levantamento de identificação dos eventuais contatos que houve com essa paciente e será feito um trabalho de identificação e busca dessas pessoas para um critério de monitoramento'', explicou. A paciente permanecerá em regime de isolamento e já começou a receber antiviral.
A mulher recebeu os primeiros atendimentos médicos no Pronto Socorro do Hospital Mater Dei, por volta das 17h20 de quinta-feira quando apresentava dores pelo corpo e febre de 39 graus. Por volta das 19 horas ela foi transferida para o HU, onde precisou permanecer em uma ambulância do Samu por cerca de uma hora até que o setor de tisiologia do hospital fosse desocupado e limpo.
De acordo com a assessoria do HU, a paciente está sozinha no setor que tem capacidade para 10 leitos. Os outros três pacientes que se encontravam internados naquela ala foram transferidos para outros departamentos do hospital.
O secretário afirmou que foi um ''inconveniente'' fazer a paciente aguardar tanto tempo na ambulância, porém foi um procedimento previsível e necessário para a adequação do local onde ela seria internada. ''O HU acabou de sair de uma crise por conta de uma bactéria que fez ele ter que passar por uma série de remanejamento de espaço. Por conta disso, não havíamos determinado um local específico reservado para esse tipo de caso (gripe A). Porém havia sido combinado que na eventualidade da ocorrência desse tipo de caso o hospital precisaria de um tempo para adequar esse espaço'', disse.
Ainda segundo Martins, o Estado constituiu uma estrutura envolvendo cerca de 800 pessoas representantes da Defesa Civil, Exército, Infraero e Anvisa que estarão de plantão para atender qualquer novidade que envolva novos possíveis casos da gripe A. ''Nesse momento, o estresse é só nosso, do Estado. A população não tem com o que se preocupar. Acreditamos que 99,9% da população com certeza não foram para o México e com certeza nem conhecem alguém que foi para lá, então essas pessoas estão fora de risco'', finalizou.

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