Segundo Fahd Haddad, representante da região Norte na Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), a defasagem da tabela do SUS é a principal responsável pela dívida de R$ 1,5 bilhão acumuladas pelas entidades em todo País. Na Santa Casa de Londrina, onde ele é diretor superintendente, o déficit gira em torno de R$ 8 milhões. ''Assim como a maioria desses estabelecimentos, 70% do nosso atendimento é dedicado ao SUS que paga, em geral, 80% do total gasto'', afirmou.
No Hospital Evangélico de Londrina, a situação é semelhante, embora ele mantenha apenas o atendimento às urgências e emergências. Em ambos estabelecimentos, a paralisação de alerta não trouxe problemas porque houve o reagendamento de consultas e cirurgias eletivas.
O diretor-presidente do Instituto do Câncer de Londrina (ICL), Nelson Dequech, informou que aderiu à paralisação nacional mas nenhum paciente deixou de ser atendido, porque os serviços que presta são essenciais. No ICL, 93% dos pacientes são do SUS. Somente em tratamento, existem mais de dois mil pacientes, dos quais mais de 100 são crianças. (Colaborou Luciano Augusto)

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