Londrina registra segunda morte por gripe A
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Caroline Vicentini<BR> Reportagem Local 
Londrina - A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem a segunda morte provocada pela gripe A (H1N1) em Londrina. Trata-se de uma mulher de 32 anos, que estava internada desde o dia 10 de agosto no Hospital Universitário (HU), e que morreu no domingo. Segundo o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian, a vítima deu entrada no hospital com um quadro avançado de virose (febre alta, falta de ar, dores pelo corpo, calafrios). A morte será investigada pela Secretaria de Saúde, já que familiares da vítima acusam o Hospital da Zona Norte de falha no atendimento, visto que a mulher foi consultada duas vezes antes de ser encaminhada à UTI do HU.
Os médicos analisam o quadro atual dos pacientes. Pode ser que no momento em que ela procurou atendimento os sintomas da gripe não estavam acentuados. No entanto, nesse caso, a rápida evolução foi um agravante, justificou Bedrossian.
Esta é a segunda morte pela gripe A (H1N1) registrada em Londrina. A primeira ocorreu na sexta-feira. Uma mulher de 52 anos, funcionária de um colégio estadual, deu entrada no início do mês no pronto-socorro da Santa Casa de Londrina e posteriormente foi transferida para o Hospital Mater Dei (pertencente à mesma irmandade), onde permaneceu na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ela era diabética e desenvolveu pneumonia. Duas outras mortes foram registradas na cidade: um dos pacientes era de Curitiba e outro, de Ibiporã.
Segundo balanço oficial, Londrina registrava até ontem à tarde 91 casos confirmados de gripe A; 74 leitos estavam ocupados com pacientes contaminados; 17 estão em UTI, sendo oito de Londrina. Como o vírus está em circulação na cidade, os casos suspeitos não estão sendo contabilizados. Por conta da demora do resultado os exames têm mais finalidade estatística do que para diagnóstico. Agora, todos os casos de gripe são tratados como suspeitos. Se a pessoa pertence ao grupo de risco ou apresenta sintomas agravados o protocolo do Ministério da Saúde é já iniciar o tratamento, explicou o secretário.


