Mais uma morte relacionada a casos de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) foi registrada em Londrina, de acordo com boletim da Secretaria Municipal de Saúde. Ao todo, o município registra 31 óbitos, sendo dez relacionados à Influenza, seis ao Vírus Sincicial Respiratório e 15 sem identificação do agente causador. O óbito mais recente foi de uma paciente do sexo feminino, de 78 anos, com comorbidade, associado à Influenza A e à Covid-19.

Segundo o boletim, na semana epidemiológica 28, referente ao período de 12 a 18 de julho, foram registrados 42 casos de SRAG com necessidade de internação, sendo 24 em adultos e 18 em crianças de até 12 anos.

“Embora estejamos observando uma redução na procura por atendimento relacionado à síndrome gripal, especialmente entre as crianças, o cenário ainda exige atenção”, ressaltou a diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Fernanda Fabrin.

O informativo aponta a manutenção da circulação dos vírus respiratórios em Londrina, principalmente a Influenza A e B, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e o metapneumovírus. O informativo é divulgado semanalmente pela SMS, por meio da Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS).

O Pronto Atendimento Infantil (PAI), referência municipal para urgências e emergências pediátricas, contabilizou 1.773 atendimentos na última semana. Desse total, 714 foram relacionados a casos de Síndrome Gripal, o que representa 40% dos atendimentos pediátricos de urgência.

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Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Sabará e Centro, os Prontos Atendimentos (PAs) do União da Vitória, Leonor e Maria Cecília, somaram 13.029 atendimentos no mesmo período. Entre eles, 2.363 estiveram associados a síndromes gripais, representando 18% dos atendimentos em adultos.

A cobertura vacinal contra a gripe entre os grupos prioritários (idosos, gestantes e crianças) está em 58%, abaixo da meta de 90% estabelecida pelas autoridades de saúde. Entre os idosos, a cobertura é de 59%; entre as crianças, 44%; e entre as gestantes, o número de mulheres vacinadas superou a estimativa inicial da população-alvo, resultando em uma cobertura vacinal de 131%.

Fernanda Fabrin acrescentou que a principal forma de evitar casos graves continua sendo a vacina. “Orientamos que todas as pessoas procurem uma Unidade Básica de Saúde para atualizar a vacina contra influenza. Além disso, quem apresentar sintomas respiratórios deve manter os cuidados como higiene das mãos, etiqueta respiratória e, quando necessário, o uso de máscara para proteger as pessoas mais vulneráveis”, frisou.

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