Londrina registra 12ª morte por gripe nesta semana
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quinta-feira, 30 de agosto de 2018
Fernanda Circhia <br> Reportagem Local 

Londrina registrou a décima segunda morte por gripe nesta semana, conforme boletim divulgado pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) na quarta-feira (29). De acordo com a assessoria da Sesa, a morte foi no dia 21 de agosto e trata-se de uma mulher de 57 anos, que apresentava fator de risco. "Ela não havia tomado a vacina da gripe e já tinha uma doença respiratória."
Em 11 de agosto, segundo a Sesa, a morte registrada em Rolândia foi de um homem de 79 anos. "Ele também não havia tomado a vacina e também tinha uma doença respiratória", afirmou a assessoria. Entre os óbitos por Influenza no Paraná, 87% apresentaram pelo menos um fator de risco para complicação e 28% eram vacinados. E dos 75% que foram a óbito por Influenza que fizeram uso do antiviral, a média foi de três dias entre os primeiros sintomas e o início do tratamento, variando de 0 a 54 dias.
A 17ª Regional de Saúde Londrina contabiliza 58 casos e 16 óbitos desde janeiro deste ano. São 12 mortes em Londrina, uma em Assaí, uma em Florestópolis, uma em Ibiporã e outra em Rolândia. No Paraná, cem pessoas morreram de gripe neste ano. E de janeiro até quarta-feira (29), o Estado registrou 590 casos da doença.
Neste mesmo período do ano passado, 40 mortes foram registradas. E em 2016, o Paraná teve 231 óbitos. Segundo o diretor da 17ª Regional de Saúde de Londrina, José Carlos Moraes, as gripes no Estado voltaram a crescer. "No entanto, existe um fenômeno interessante em relação aos óbitos. A grande maioria não tomou a vacina e estão no grupo de pacientes com doenças crônicas, ou seja, pessoas que deveriam estar protegidas, mas não estão. Entre os óbitos, 77% são homens, que procuram o médico tardiamente. Muitas vezes, alguém os leva ao médico quando apresentam complicações", explicou o diretor.
"Influenza, H1N1, entre tantos outros nomes, continuam sendo gripe. Quando você começa a apresentar febre, coriza, dor de cabeça e outros sintomas característicos, é preciso procurar um médico, principalmente, se a pessoa se enquadra entre o público de alto risco, ou seja, se já tem alguma doença ou se está enquadrado na faixa de 58 a 70 anos de idade", alertou Moraes. Do total de pessoas que morreram pela doença, 62 tinham mais de 60 anos de idade.
Em relação ao número de mortes, há outro fator a ser analisado, segundo o diretor. "Há uma extensão interessante do inverno este ano. Houve mais período de frio em relação aos outros anos. E isso favorece à proliferação do vírus. A população deve fazer sua parte. É importante lembrar que a proteção é importante, pois quando você toma a vacina, você deixa de ser um foco de transmissão da doença, dessa forma, você estará protegendo outras pessoas também."
Caso alguém não tenha tomado a vacina, dificilmente vai encontrar alguma dose na rede pública, conforme Moraes. "Por isso, é importante tomar os cuidados para prevenção. Manter janelas e portas com circulação intensa de ar, lavar as mãos várias vezes ao dia, se estiver gripado é interessante permanecer em casa, e caso precise sair, a máscara é uma boa opção. Caso você veja alguém com gripe que não esteja tomando os devidos cuidados, é importante fazer orientações a ela. Seja dentro de uma igreja, do ônibus ou sala de aula", apresentou.


