Londrina - Dos três casos suspeitos de morte por dengue na cidade, um foi confirmado ontem pela Secretaria de Saúde de Londrina. O segundo caso foi descartado e o município ainda não recebeu o resultado dos exames do terceiro caso. ''A análise (da terceira suspeita) está sendo feita por um laboratório de outro Estado e não podemos afirmar quando teremos esta resposta'', disse a gerente de Epidemiologia da secretaria, Sandra Caldeira. É a primeira morte por dengue registrada no Estado este ano.
A paciente que faleceu tinha 64 anos e era moradora da Zona Leste - a região concentra o maior número de casos de doença da cidade. Conforme informações da secretaria, ela começou a apresentar sintomas no dia 16 de janeiro, procurou a Unidade Básica de Saúde no dia 20, onde recebeu hidratação e foi encaminhada para casa. No dia seguinte, ela esteve novamente na UBS e foi transferida para o Hospital Evangélico, onde permaneceu por nove dias. O óbito foi constatado no dia 30 de janeiro.
Sandra Caldeira afirmou que a paciente apresentava outras doenças podem ter agravado o caso. ''O atendimento na UBS foi adequado, os funcionários seguiram o fluxo e pediram que ela voltasse no dia seguinte para avaliação. Esta é a recomendação, o paciente de dengue deve ser avaliado diariamente'', explicou.
De acordo com o coordenador de Endemias da secretaria, Elson Belisário, apesar da confirmação da morte, os trabalhos na Zona Leste não serão intensificados. ''Todas as ações que foram possíveis realizar nós já fizemos. Estamos fazendo agora um novo diagnóstico da região para saber como está a situação. Na semana que vem já teremos estes números'', declarou. Ele explicou que, quando a pessoa é avaliada, são realizadas ações de bloqueio no perímetro de 300 metros em torno da residência da pessoa. ''Fumacê, visitas, limpeza, tudo isso já fizemos e continuamos fazendo. Já estamos na quinta etapa do inseticida aplicado pelo fumacê'', completou.
Belisário disse que houve dificuldade no combate à dengue no ano passado por conta dos problemas referentes à Oscip que coordenava o serviço. ''Tivemos paralisações e redução no quadro de agentes, além de muita chuva, isso tudo contribuiu'', disse. Para Sandra as pessoas poderiam ter colaborado mais. ''Se tivesse o envolvimento de toda a sociedade talvez hojs estaríamos em uma situação diferente'', afirmou.
Apesar de tantas ações os casos de dengue devem aumentar nos próximos dias porque muitas notificações foram feitas e a secretaria aguarda a chegada de vários exames laboratoriais. ''A previsão é que aumente inclusive os casos graves da doença, mas acreditamos que dentro de três semanas estes números comecem a cair'', disse Sandra.
Londrina apresenta o maior número de casos de dengue do Estado. Desde o início do ano já foram confirmadas 426 pessoas com a doença, sendo que 15 apresentaram complicações. Atualmente há dois pacientes internados no Hospital Universitário com sintomas de dengue hemorrágica. Um deles já fez exames que confirmaram a suspeita e o outro aguarda os resultados.

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