Londrina – Aumentar o percentual de vacinação contra a poliomielite e o sarampo em relação a 2013. Este é o objetivo da Secretaria Municipal de Saúde com a Campanha Nacional de Vacinação que foi lançada ontem e se estende até o dia 28. Londrina quer vacinar pelo menos 95% das crianças entre seis meses e cinco anos. No ano passado, o índice atingiu 89% da faixa etária.
As 53 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município funcionaram ontem em horário estendido com atendimento especial para a vacinação contra a paralisia infantil e o sarampo. No restante do mês a população pode procurar os postos de saúde nos horários normais de funcionamento.
Em Londrina, a meta é vacinar 30 mil crianças de seis meses a cinco anos contra a poliomielite, doença infecciosa que causa a paralisia infantil. A tríplice viral, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola, é indicada para crianças a partir de um ano. Neste caso, a Secretaria pretender imunizar 27 mil crianças. De acordo com o Ministério da Saúde, no País devem ser vacinadas 12,7 milhões de crianças contra a paralisia infantil.
"Não temos casos dessas doenças na cidade, mas é preciso manter a atenção e por isso vamos intensificar a campanha para atingir o índice mínimo de 95%", frisou o secretário municipal, Mohamed El Kadri. "Nos últimos dez dias vamos fazer um balanço do número de vacinas aplicadas e, a partir disso, realizaremos buscas ativas para que a nossa meta seja alcançada", prometeu o secretário.
O Brasil não registra casos de poliomielite desde 1990. Em relação ao sarampo, desde o ano 2000 foram registrados 500 casos, todos importados da Europa, Ásia e África.
As UBS disponibilizaram todas as equipes para o atendimento e equiparam as unidades com balões, músicas infantis, além da distribuição de doces e a presença dos personagens Zé Boquinha e Maria Boquinha para deixarem as crianças mais relaxadas e tranquilas.
A agente comunitária Joceli Costa, 36 anos, foi uma das primeiras a chegar a UBS da Vila Brasil, região central de Londrina, com a filha Maria Isadora, de 1,4 ano. "É importante para preveni-la das doenças e também para proteger as outras crianças. Quanto antes aplicar, melhor", ressaltou a mãe.
A orientação das equipes de saúde é para que os pais levem a carteira de vacinação para que doses contra outras doenças também sejam checadas. Caso exista alguma pendente, a imunização também será feita. O gerente comercial Edson Carlos Elias, 44, levou a filha Isabela, 4 anos, para ser vacinada e frisou a importância da divulgação da campanha. "Durante a semana vi um anúncio e já deixei agendado para vir hoje (ontem) de manhã. Todas as outras vacinas estavam em dia. Agora ela tomou estas outras duas e ficou tudo resolvido e bem protegida", relatou.

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