Londrina quer incrementar processo de doação
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terça-feira, 24 de setembro de 2002
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Londrina - Diminuíram os doadores de coração, rim, fígado e córnea em Londrina e cidades vizinhas do ano passado para este ano. Os números da Central Regional Norte de Transplantes comprovam. Enquanto em 2001 houve oito transplantes de coração, 24 de rim e 163 de córneas, este ano de janeiro até agora, respectivamente, foram realizados apenas dois de coração, cinco de rim e 61 de córneas.
Para mudar esse quadro, a central vai realizar, de quinta-feira a domingo, a II Jornada das Comissões Intra-hospitalares de Transplantes da Região Norte do Paraná. ''Precisamos incrementar o processo da doação propriamente dita'', considera a enfermeira Ogle Beatriz Bacchi de Souza, coordenadora da central e do encontro.
As comissões intra-hospitalares nos sete hospitais de Londrina chegaram à conclusão de que apenas 30% das possibilidades para doação de órgãos foram efetivamente praticadas este ano. As famílias de prováveis doadores não aceitaram fazer a doação.
Também identificaram como maior problema a desinformação da população e dos profissionais de saúde sobre o assunto. ''Em um levantamento feito pelas sete comissões intra-hospitalares ao longo de 2001, constatou-se que 40% desses profissionais não conheciam os serviços de doação e captação'', informa Ogle.
A expectativa, com a jornada, é sensibilizar e treinar 600 pessoas. A maior parte, agentes de saúde de Londrina, Cambé e Ibiporã.
Hoje, 131 pacientes em Londrina aguardam por uma córnea. Em média, a espera oscila entre sete e oito meses, mas aumenta quando o problema está nos rins. São 301 pacientes com uma expectativa de receber um órgão em um prazo de dois anos. ''Os transplantes dependem de compatibilidade e do tipo sanguíneo'', explica. Em contrapartida, houve 122 doações de córneas, mas aproveitamento de apenas 61. ''Esse volume representa 22% do total do Estado'', conclui Ogle.


