Londrina quer implantar Lixo Zero em até 400 dias
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terça-feira, 04 de junho de 2013
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Londrina A Prefeitura de Londrina deve implantar um sistema para aproveitamento de 100% do lixo produzido na cidade, o Lixo Zero, em um prazo de 300 a 400 dias. A meta é ter um novo modelo antes do início da vigência do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, lei sancionada em 2010 e que começa a valer em 3 de agosto de 2014. O prazo foi anunciado ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff e pelo presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas.
O cronograma para cumprimento da meta já foi iniciado com o lançamento do chamamento público que permite o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). "Os interessados terão 30 dias para se inscreverem na CMTU e mais 60 dias para apresentarem projetos com modelos e novas tecnologias para processamento de lixo", explicou Geirinhas.
Segundo material distribuído pela assessoria da Prefeitura, empresas, universidades, entidades, pessoas físicas e institutos poderão se inscrever para apresentar soluções que resultem no aproveitamento de 100% do lixo produzido no município no prazo máximo de três anos após sua implantação.
O presidente da CMTU afirmou que quatro itens serão analisados nos projetos. "As leis brasileiras terão que ser atendidas, (além da) inclusão social de catadores de reciclados no programa, plano de educação ambiental e tecnologia." Cerca de dez empresas já procuraram o município para oferecer soluções para aproveitamento do lixo, incluindo multinacionais.
Os planos apresentados à CMTU serão analisados em audiências públicas e um dos modelos sugeridos deve ser adotado pela administração pública. "Só então o município lançará um edital para que todas as empresas que tenham essa tecnologia escolhida possam concorrer", informou Kireeff. A contratação final será por meio de parceria público-privada (PPP).
"Estamos tentando enfrentar e seguir um caminho que ninguém queria seguir. Tudo vai ser amplamente discutido com a sociedade, em um processo transparente", acrescentou.


