Trocar experiências e divulgar projetos na área de gestão ambiental. Com esse objetivo, teve início ontem, em Arapongas (37 km a oeste de Londrina), o 1º Seminário de Política e Gestão Sustentável na Área Ambiental. O evento, organizado pela Prefeitura de Arapongas, reuniu cerca de 300 representantes de prefeituras do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.
O gerente de Fomento e Projetos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), Fábio Cidrin Gama Alves, participou do seminário representando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e apresentou o projeto de capacitação às organizações de catadores de material reciclável. No Paraná, além de Curitiba, Londrina e Maringá poderão ser beneficiadas com o edital publicado em novembro e que prevê recursos de R$ 4 milhões para projetos de capacitação de catadores e implementação de maquinários para Organizações Não-Governamentais (ONGs) de reciclagem de lixo.
Segundo Alves, o projeto segue os princípios do programa Lixo e Cidadania, implantado pelo Unicef em 1997, e que inicialmente previa retirar crianças da atividade de ''garimpar'' lixões. A idéia agora é que instituições privadas sem fins lucrativos que trabalham com catadores apresentem projetos voltados para a capacitação do catador, abordando temas que vão desde cooperativismo, rotinas de trabalho, direitos e deveres do cidadão, relações comerciais e estratégias de marketing até o sistema de limpeza urbana e a cadeia produtiva da reciclagem. Tudo isso em parceria com as prefeituras.
O objetivo é melhorar a capacidade de reciclagem de lixo dessas ONGs, melhorando também a renda dos catadores, que poderão atuar como educadores ambientais.
Além da capacitação, que tem um limite de R$ 150 mil para cada projeto, uma segunda fase do programa prevê R$ 250 mil para projetos de contratação de serviços ambientais, como compra de prensa, uniformes e equipamentos de segurança. O Ministério do Meio Ambiente estima que existem cerca de 100 mil catadores de material reciclável no Brasil, e que apenas cerca de 3% do lixo produzido no País é reciclado.
Arapongas, segundo o secretário municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Mauro Rodrigues Mello, tem 100% do município atendido com coleta seletiva. A produção de lixo na cidade é de 50 toneladas por dia, e apenas 20% desse volume tem como destino o aterro sanitário. O novo aterro com sistema de tratamento de chorume deverá estar funcionando até janeiro do ano que vem, segundo o secretário. A obra custou ao município R$ 450 mil.
Visitas à Usina de Reciclagem de Resíduos Industriais e ao aterro sanitário de Arapongas, além da entrega do prêmio Visão Ambiental para incentivadores pioneiros da reciclagem no País, encerram hoje o seminário.

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