Londrina - O governo contratou 842 professores que haviam sido classificados em concurso realizado em 2007 para a rede estadual de educação para substituir parte dos professores contratados pelo processo seletivo simplificado (PSS), cujos contratos possuem duração de um ano e haviam se encerrado no ano passado. Segundo o assessor administrativo do Núcleo Regional de Educação e Ensino de Londrina (NRE), José Carlos Rodrigues Pereira, todas as disciplinas foram contempladas, inclusive as vagas para professores pedagogos que equivalem a 200 do total.
O assessor administrativo explica que a contratação permitirá que no dia 8 de fevereiro, quando as aulas das escolas estaduais começarem, 100% das vagas para professores estejam preenchidas. Ele explica que os novos professores assumirão seus postos na última semana de janeiro e que eles já participaram da distribuição das aulas em dezembro. ''O contrato com os professores contratados pelo PSS encerrou em dezembro e o pagamento das verbas rescisórias já foi feito, mas existe a possibilidade de parte deles ser recontratada'', explicou Pereira.
No ano passado houve polêmica porque professores contratados pelo PSS reclamaram que a Secretaria de Educação havia solicitado um estudo de junção de turmas porque previa o remanejamento dos professores concursados para outras escolas e os contratados pelo PSS temiam ser dispensados.
Pereira explica que na prática essas junções não aconteceram. ''As junções só poderiam ser realizadas mediante a aprovação dos conselhos escolares e da comunidade, e elas só aconteceram em cinco turmas na região'', explicou. Ele destaca que depois do episódio a Secretaria de Educação publicou a resolução 4.527/2011 estabelecendo a distribuição de alunos por turma que definiu que as turmas dos 6º e 7º anos devem ter entre 25 e 30 alunos cada, que as turmas dos 8º e 9º anos devem ter entre 30 e 35 alunos cada e que as turmas do Ensino Médio devem ter entre 35 e 40 alunos cada.
A reportagem tentou contato com Antônio Marcos Gonçalves, presidente do núcleo local da APP-Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública, mas ele não retornou os telefonemas.

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