Londrina distribui 7 mil fitas por mês
A Prefeitura de Londrina fornece cerca de 7 mil fitas por mês para controle de insulina a pacientes diabéticos. O número, segundo a médica Raquel Cristina Guapo Rocha, da gerência médica da Secretaria de Saúde e responsável pelo Programa de Hipertensão e Diabetes, ainda não é suficiente para atender a demanda. Em Londrina, são cerca de 14 mil diabéticos, 11 mil que devem ser atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo meta do Ministério da Saúde. A demanda para o uso da fita seria cerca de 2,5 mil pacientes que fazem uso de insulina intermediária e 213, que usam insulina de ação rápida.
Segundo Raquel, não se sabe o número exato de pacientes que fazem uso da fita. Isto porque alguns pacientes levam as fitas para uso domiciliar, outros fazem o monitoramento na própria Unidade Básica de Saúde (UBS), e não o fazem com regularidade, mas duas ou três vezes por semana.
Apesar de existir uma lei municipal que garante o fornecimento dessas fitas, o alto custo do produto - cada fita custa cerca de R$ 2,00 - impossibilita isso. O município, segundo ela, ''não tem aporte financeiro'' para um maior fornecimento do material.
A prioridade para receber o produto, segundo a médica, são crianças, adolescentes e gestantes, ou aqueles pacientes que estiverem em ''ajuste de dose'' da insulina. As fitas também são utilizadas na UBS. ''A única coisa que se restringe é a fita, o medicamento (para tratar diabetes) e as insulinas (de ação rápida ou intermediária) são fornecidos para quem procura'', ressalta.
Para receber o produto, o paciente deve ser atendido pelo SUS e fazer um ''tratamento adequado'', com acompanhamento de endocrinologista e nutricionista, serviços disponíveis na Policlínica, no Hospital de Clínicas (HC) ou no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar). (C.P)





