Londrina deve ganhar ainda neste ano um novo presídio semiaberto. A unidade deve funcionar ao lado do Centro de Reintegração Social (Creslon), que funciona no antigo prédio do 2º Distrito Policial (Zona Leste). A doação do terreno está sendo discutida com a prefeitura.

A nova unidade vai seguir as diretrizes da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) e outros convênios adotados com entidades civis de direito privado sem fins lucrativos. O conceito traça um novo modelo de gestão social voltada para valorização humana.

O detento, pertencente a um grupo considerado de menor risco, cumpre ritos diários que contemplem escolarização, profissionalização, trabalho, integração social, religião, assistência e voluntariado. A coordenação da unidade é feita pelos próprios detentos e não existe guarda armada na unidade e tão pouco vigilância externa.

Pode parecer estranho, mas o índice de recuperação nas Apacs chega a 91%. O do governo, 15%. O custo de um preso para o Estado é de quatro salários mínimos por mês. Na Apac não chega a dois.

Leia a reportagem completa de Danilo Marconi em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

Leia Também:

Ex-detento hoje é microempresário

Semiaberto registra primeira fuga

Londrina deve ganhar nova Vara de Execuções

mockup