Londrina deve ter centro para tratar leucemia
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sexta-feira, 26 de agosto de 2005
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
Um centro de diagnóstico e tratamento de leucemia em crianças poderá ser criado em Londrina. O passo inicial do projeto foi dado ontem durante uma reunião entre representantes do Instituto Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina) e o hematologista Raul Ribeiro, do St. Jude Childrens Research Hospital de Menphis, no Tennessee (EUA).
Segundo a coordenadora do Instituto, Maria José dos Santos, a reunião com o médico foi uma consulta sobre a possibilidade de trazer um centro de diagnóstico, inclusive com capacidade para transplante de medula óssea, para a Santa Casa. O empreendimento seria chamado de centro de tratamento oncológico de doenças malignas para crianças. ''Não temos aqui um hospital especializado para crianças com câncer'', afirmou.
Maria José explicou que, por recomendação do especialista, é necessário primeiro fazer um levantamento real das necessidades do município e região, e viabilizar recursos para a implantação do centro. ''Já começamos hoje (ontem) essa pesquisa. Temos o exemplo de Recife, onde foi construído um centro totalmente com recursos provenientes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)'', informou a coordenadora.
Um tratamento de leucemia efetivo, hoje, e com grande chance de cura, segundo o hematologista, depende principalmente de um diagnóstico precoce. E de exames laboratoriais que permitam identificar a variedade do câncer, para que seja indicado um tratamento específico. ''A leucemia se divide em dois grandes grupos, as linfóides e as mielóides. O primeiro grupo se divide em três subtipos, e o segundo, em oito. No total são 11 subtipos. Daí a necessidade de fazer o diagnóstico rapidamente para iniciar o tratamento'', ressaltou Ribeiro.
A incidência de leucemia, segundo o médico, é de 40 casos para cada grupo de um milhão de crianças e adolescentes, com idade abaixo dos 18 anos. ''A doença não aparece muito em países onde não se eliminou a pobreza porque as crianças acabam morrendo por outros motivos, antes da leucemia se manifestar'', explicou.


