As políticas de inserção social de Londrina poderão ter apoio financeiro do governo federal. Para isso, a administração municipal deverá elaborar projetos de inclusão de minorias em áreas como educação e saúde. A prefeitura, no entanto, ainda não tem programas definidos para receber recursos da União.
O subsecretário de Políticas de Ações Afirmativas do Governo Federal, João Carlos Nogueira, disse ontem que existe caixa para financiamento de iniciativas estaduais e municipais. Um dos projetos federais consiste na identificação de mais de 700 comunidades remanescentes de quilombos no País, parte deles no Paraná. Outra iniciativa é a destinação de R$ 1,5 milhão para políticas estaduais no setor da saúde.
Segundo Nogueira, 23% da população londrinense é formada por negros. Ele considerou que o sistema de cotas da Universidade Estadual de Londrina (UEL) deve conseguir atender este público. Mas ressaltou a importância de iniciativas complementares, para manter os cotistas na instituição. ''São importantes as políticas de manutenção. Por isso, é preciso pensar na moradia, transporte, alimentação'', destacou.
O vice-prefeito Luiz Fernando Pinto Dias disse que as políticas de inclusão social fazem parte do plano de governo da administração. ''Buscamos a inclusão do cidadão. Então, vamos analisar o que fazer dentro do governo para viabilizar as parcerias com o governo federal'', afirmou, sem especificar possíveis projetos.
O membro do Conselho Municipal da Comunidade Negra, José Mendes, afirmou que a entidade está pleiteando a criação de um órgão de gestão pública para políticas afirmativas. Outra sugestão é a criação de um cursinho pré-vestibular para negros.

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