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. | Foto: Arquivo Folha - 04-012-2015

A Corregedoria da Guarda Municipal concluiu processo administrativo pela demissão dos agentes Fernando Ferreira das Neves e Michael de Souza Garcia, acusados da morte do estudante Matheus Evangelista, 18 anos, em março de 2018, no Jardim Porto Seguro, zona norte de Londrina. O jovem foi baleado no pescoço durante uma abordagem da corporação, chamada por moradores do bairro por perturbação de sossego por conta de uma festa que a vítima participava com os amigos.

De acordo com o secretário de Defesa Social, Pedro Ramos, os guardas cometeram várias irregularidades quando atenderam a ocorrência. "Eles faltaram com a verdade, tiveram uma má conduta no local e se omitiram ao serem questionados sobre o que teria acontecido. O comportamento foi contrário ao regulamento da Guarda Municipal", esclareceu. Além da demissão dos servidores, a Corregedoria entendeu que um terceiro GM, que dirigia a viatura, deve ser suspenso por 30 dias sem direito à remuneração.

Com o término do processo, abre-se prazo para eventual recurso das defesas. Depois, é o prefeito Marcelo Belinati (PP) quem decidirá ou não pela exoneração. A investigação interna da Defesa Social começou em junho de 2018. Nesse período, os três receberam normalmente os salários. A reportagem não conseguiu contato com os advogados que representam os guardas.

Júri popular

Enquanto isso, a Justiça ainda deve agendar a data do júri popular de Fernando Neves - o único que continua preso - e Michael Garcia. A decisão de levar o caso ao Tribunal do Júri é da juíza Claudia Andrea Bertolla Alves. Neves será julgado por homicídio qualificado e fraude processual, enquanto o segundo responderá por fraude processual e disparo de arma de fogo.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, Garcia atirou para cima para espantar os colegas de Evangelista. Ele foi inicialmente encaminhado para o Hospital da Zona Norte e só depois levado para o HU (Hospital Universitário) por causa do ferimento grave.

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