Londrina confirma primeiro caso de gripe A
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - A Secretaria de Saúde confirmou ontem o primeiro caso de gripe A (H1N1) em 2012 em Londrina. A cidade não registrava infecções havia dois anos, quando foram contabilizados 87 doentes. Em 2009 houve epidemia da doença com 8,2 mil infectados e quatro mortes.
A paciente cujo resultado foi confirmado para o vírus H1N1 tem 2 anos. Ela ficou quatro dias internada com crise respiratória e recebeu alta hospitalar na segunda-feira. ''Ela apresentou febre, tosse, dificuldade respiratória e corisa. Os procedimentos adotados foram padrões, isolamento e administração de antiviral'', explicou a diretora de Epidemiologia, Sandra Caldeira.
A Secretaria de Saúde monitora dez pacientes que seguem internados nos hospitais da cidade. ''A característica é a mesma. Todos têm complicações ou crises respiratórias. Desses casos, cinco pessoas são de cidades da região'', disse.
O Laboratório Central do Estado (Lacen) apresentou ontem o resultado do exame realizado na mulher que morreu no final de semana com suspeita de gripe A. A paciente de 50 anos estava internada no Hospital Evangélico. O exame deu negativo. Outra morte ainda está sendo analisada. ''As amostras coletadas do homem de 49 anos, que estava internado no Hospital Universitário, foram encaminhadas para o Lacen. Estamos aguardando'', explicou. No Paraná já são 13 mortes por H1N1 no ano.
A 17 Regional de Saúde tem dois casos confirmados. Em Cambé, uma recém-nascida de dois meses contraiu a doença. Ela não corre risco de morte. Os dois casos da Regional poderiam ter sido evitados. As crianças estão na faixa etária de vacinação determinada pelo Ministério da Saúde (idosos e gestantes também podem ser imunizados gratuitamente). ''A população tem que se prevenir, nós não tivemos 100% de vacinação, alcançamos cerca de 84%. Isso demonstra que muitas pessoas estão expostas. Fica o alerta'', salientou a chefe da 17 Regional, Djamedes Garrido.
Pacientes com problemas respiratórios lotam os prontos atendimentos Municipal (PAM) e Infantil (PAI). O PAM realiza, em média, 250 atendimentos por dia. Ontem, em apenas 12 horas, tinham sido abertas 221 fichas de pacientes.
A manicure Janete de Souza Silva saiu com as radiografias e uma caixa de Tamiflu nas mãos, medicamento recomendado para o tratamento da gripe. ''Faz uns três dias que estou mal, tossindo e com dores no peito. Estou preocupada'', disse. Ela foi internada no Hospital da Zona Norte depois de esperar seis horas por atendimento no PAM.
Outras pessoas também reclamaram da demora. ''Meu marido está com dor de cabeça e febre. Chegamos aqui às 8 horas e ele só foi chamado sete horas depois para dentro do PAM'', criticou a dona de casa Irene Pereira de Souza. No início da noite de ontem, 70 pessoas ainda esperavam pelo atendimento. No PAI a situação era mais tranquila, com poucas pessoas na recepção.
O Núcleo de Comunicação da Prefeitura informou que todos os médicos da escala compareceram aos plantões no PAI e PAM. A demora ocorreu, segundo a administração municipal, por conta da complexidade das enfermidades.


