Londrina confirma mais duas mortes por Covid-19
Município começa a semana com um índice de ocupação dos leitos dedicados exclusivamente ao tratamento da Covid-19 de 44%, informou a Prefeitura
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segunda-feira, 22 de junho de 2020
Município começa a semana com um índice de ocupação dos leitos dedicados exclusivamente ao tratamento da Covid-19 de 44%, informou a Prefeitura
Vitor Struck - Grupo Folha 
Um homem de 46 anos e um idoso de 95 que morreram neste sábado (20) entraram para a lista de óbitos causados por complicações surgidas com o novo coronavírus em Londrina, que chegou a 62 mortes neste domingo.

O número colabora para que o índice de letalidade do vírus continue alto na cidade. Os dados apontam que para cada grupo de 17 pessoas diagnosticadas com a Covid-19, em média uma perdeu a vida. Ao todo, Londrina soma 1.070 casos confirmados de Covid-19. "O Brasil chegou a 50 mil mortes e nós sabemos que estes números estão absolutamente subnotificados", afirmou o prefeito Marcelo Belinati (PP) em transmissão na noite deste domingo, ao citar estudos que indicam que o número real de infectados pode ser até 20 vezes maior do que o apontado pelas autoridades de saúde.
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o idoso de 95 anos estava internado desde o dia 19 de junho e não possuía comorbidades. Em contrapartida, o paciente de 46 anos ficou dez dias internado e registrava comorbidades associadas. Ainda conforme o boletim mais recente, o domingo terminou com 22 pessoas internadas em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e 26 em leitos de enfermaria, o que representa 44% de ocupação dos leitos dedicados exclusivamente ao tratamento da Covid-19 no município. Outras 315 pessoas já diagnosticadas estavam sendo monitoradas em isolamento domiciliar e 200 com a suspeita ainda aguardavam os resultados.
De acordo com a Prefeitura, para cada 100 pessoas que realizaram o teste em Londrina, 16 receberam diagnósticos positivos. Já o mesmo índice em Maringá seria de 31%, Curitiba 34% e Cascavel 74%. "Isso significa que o vírus está circulando mais nestas cidades", informou Belinati. Já sobre os pacientes que perderam a vida em Londrina, 42% eram diabéticos e 37% possuíam doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, caso de 12% dos falecidos, dentre outras comorbidades associadas.
FISCALIZAÇÃO
Questionado sobre a percepção de que houve pouca fiscalização em praças públicas e espaços de lazer neste final de semana, muito movimentadas e com pessoas sem máscaras, Belinati voltou a dizer que o Poder Público não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. "Não tem como fazermos com que fique do jeito que queremos, precisamos da ajuda de todos", pediu.
E considerou como "fake news" as acusações de que gestores públicos estariam "inflando" os dados para receberem mais recursos do governo federal. "O objetivo é bloquear a doença. Aqui em Londrina teve paciente que veio a falecer e fizemos o exame até depois do óbito para informar e proteger a família", disse.
PARANÁ
A pandemia do novo coronavírus já ocasionou óbitos em 25% das cidades paranaenses, e 328 das 399 cidades do estado contam com ao menos um caso confirmado. Os óbitos registrados no boletim deste domingo ocorreram entre 16 e 21 de junho. Com 674 novos casos confirmados de Covid-19, o Paraná já soma 14.336 diagnósticos positivos da doença.
Ainda conforme o boletim da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) divulgado neste domingo, 442 pessoas perderam a vida no Paraná em decorrência de complicações causadas pelo novo coronavírus, 14 a mais do que neste sábado. Em todo o Paraná, mais de 700 pessoas permanecem internadas nas redes pública e particular de saúde aguardando os resultados dos exames que atestam a contaminação pela Covid-19.


