A Secretaria Municipal de Saúde confirmou, na tarde de ontem, o segundo caso autóctone de zika em Londrina. A paciente é uma mulher de 35 anos, moradora na zona norte da cidade. Segundo nota encaminhada pelo Núcleo de Comunicação da Prefeitura, ela apresentou sintomas da doença no dia 10 do mês passado, quando havia a suspeita de dengue. Após a confirmação do quadro de zika pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), a secretaria aguarda ainda os laudos relativos a dengue. A paciente, que não é gestante, recebe acompanhamento clínico na Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro onde mora.
A chefe da 17ª Regional de Saúde de Londrina, Teresinha de Fátima Sanchez, contou que ficou sabendo do novo caso de dengue em Londrina, mas que o órgão estadual só seria informado oficialmente pelo Município na manhã de hoje. Ela avaliou como preocupante o avanço da doença e tornou a destacar a importância da conscientização dos moradores na luta contra o Aedes aegypti. "Os casos tendem a aumentar se não eliminarmos os criadouros. O sucesso das ações dependem do fim da circulação do mosquito transmissor. Assumir a responsabilidade é a única medida eficaz nesta luta", orienta.
O primeiro caso de zika na cidade, também autóctone, foi anunciado no dia 29 de janeiro. Segundo a secretaria, o infectado - um idoso de 68 anos - contraiu a doença na região central de Londrina naquela semana. O caso foi confirmado após a realização de um exame em um laboratório particular da cidade e uma contraprova do Lacen. No último boletim epidemiológico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) na última terça-feira, Londrina aparece com 1.324 casos de dengue confirmados, atrás apenas de Paranaguá, no litoral, que teve 2.012 registros da doença desde agosto do ano passado, quando começou o atual ciclo epidemiológico. A cidade também tem registro de um caso importado de chikungunya.

PARANAVAÍ
A Vigilância em Saúde de Paranavaí, no Noroeste, confirmou ontem o primeiro caso de infecção pelo zika contraído durante a gestação no município. De acordo com o diretor do departamento, Randal Fadel Filho, a mulher, de 28 anos, sentiu os sintomas em 16 de fevereiro, dois dias antes de dar a luz. O bebê não possui microcefalia, passa bem e deve ser submetido a exames. Com isso, sobe para três o número de situações da doença registradas no município.
"Ela está tranquila e, agora, a gente está fazendo o acompanhamento da criança. Por precaução, vamos fazer a coleta do material, a sorologia, para ver se o bebê tem ou não o vírus", contou. Mesmo sem a confirmação do Laboratório Central do Estado (Lacen), os agentes realizaram ações ao redor da casa da então gestante, no bairro Jardim Morumbi, para bloquear a proliferação do mosquito Aedes aegypti e evitar novas contaminações. O vetor também transmite a dengue e a febre chikungunya.
Ainda conforme o diretor, a transmissão dos três casos de zika foi autóctone (adquirida no município de origem). Os dois primeiros registros foram em homens, um de 22 e outro de 45 anos. Ambos passam bem. "Provavelmente alguém veio contaminado e não se manifestou nas unidades de saúde", completou. A Vigilância já notificou 20 suspeitas de zika na cidade, das quais nove foram descartadas. Há oito pessoas aguardando resultados de exames.
Segundo o último boletim da Sesa, os casos do vírus no Paraná tinham aumentado de 84 para 91, o que corresponde a um crescimento de 8,33% em uma semana. Os autóctones passaram de 32 para 41, enquanto os importados subiram de 38 para 50.

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