O prefeito Marcelo Belinati e o Secretário Municipal de Saúde, Felippe Machado realizaram uma transmissão ao vivo em que relembraram que a cidade está completando oito meses de pandemia com mais de 13 mil casos confirmados da doença na cidade. “Hoje está fazendo oito meses de pandemia em Londrina. O primeiro caso foi de um casal que tinha ido à Itália e no dia 8 de março foram coletado exames”, relembrou Belinati.

Londrina está completando oito meses de pandemia  com mais de 13 mil casos confirmados da doença na cidade.
Londrina está completando oito meses de pandemia com mais de 13 mil casos confirmados da doença na cidade. | Foto: Gustavo Carneiro/Grupo Folha

O Secretário Felippe Machado garante que a cidade possui um coeficiente por milhão de habitantes entre os melhores do BRasil, com uma taxa de 22.746, abaixo da média nacional, que é de 26.803 e menor que outros municípios do Estado como Curitiba (28430) e Maringá (25707).

Segundo ele, a média móvel também tem sofrido queda. “Se analisarmos os dados comparados de 14 dias atrás, quando eram registrados 76,9 casos por dia, hoje estamos com 52 casos por dia. Houve queda de 32%”, destacou o secretário.

Ele ressaltou também que a letalidade de Londrina é de 2,52, menor do que as registradas em Apucarana (4,5), Cambé (3,68), Arapongas (3,34), Rolândia (3,04) e Curitiba (2,75). É menor também que a média brasileira (2,88).

Machado apontou que outro indicador é o índice de transmissibilidade (R0), que indica para quantas pessoas uma pessoa contaminada consegue transmitir o vírus. “Na semana passada esse índice estava estabilizado em 1,07, mas teve um pequeno aumento por causa de surtos e hoje voltou a ficar em 1,07.” O prefeito explicou que quanto menor for esse número será melhor. “O índice ideal é abaixo de um, mas Londrina não ficou em nenhum momento menor que um”, observou. “Existe a tendência de diminuição. Esse índice já esteve em 1,70.”

Belinati explicou que recentemente houve a redução dos leitos Covid no município. “Quando há redução de leitos é só questão formal do governo deixar de fazer financiamento. Se precisar de novo a gente vai utilizar. Tudo vai permanecer na cidade. A prefeitura investiu milhões em cama, respirador. Os leitos estão lá, montados”, destacando que foram 286 leitos montados em tempo recorde. Segundo o prefeito, Londrina não fechou nenhum posto de saúde, diferentemente de Curitiba que fechou postos de saúde para deslocar profissionais. “Contratamos 700 profissionais e cedemos enfermeiros e técnicos de enfermagem para o HU para atender nossa população. Reformamos nossa rede municipal”, destacou o prefeito.

A dupla ressaltou também a realização dos testes realizados pelo Programa Municipal de Testagem. “Londrina foi a primeira cidade a testar as síndromes gripais. Antes, quem tinha resfriado aguardava em casa, mas fizemos parceria com laboratório do HU e fizemos exames padrão ouro”, destacou Belinati. Foram 64272 exames realizados. “Isso equivale a mais de 10% da população”, enalteceu.

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