Londrina avança no Ideb
Londrina Na contramão das marcas nacionais, em Londrina, a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos primeiros anos da educação básica subiu de 5,4, em 2011, para 6,4, no ano passado, acima da média do Paraná (6,2) e do Brasil (5,2). A secretária municipal de Educação, Janet Thomas, ressaltou que sete escolas receberam nota acima de 7,5. "São resultados de Primeiro Mundo e servem de modelo. Elas mostram o que funciona e que é possível alcançar esses índices nas demais também", frisou.
Das 84 escolas avaliadas, cinco estão abaixo da média nacional, das quais três apresentaram índices menores de 5. "Temos 20 critérios de avaliação usados nas escolas e os resultados do Ideb foram muito consistentes com as nossas medidas. Então os resultados positivos e negativos não foram novidades para nós. Nas duas com as piores notas já estamos trabalhando com intervenção na diretoria, com troca de alguns professores e mudando a forma de trabalhar para que os resultados melhorem", relatou a secretária. A melhor avaliação entre as cidades paranaenses nos primeiros anos da educação básica foi de Foz do Iguaçu, que alcançou o índice de 7,3.
A escola Neman Sahyun, no Conjunto Ruy Virmond Carnascialli, na zona norte, foi a mais bem avaliada de Londrina, com nota 7,9. Em 2007, o índice do Ideb do colégio foi de 4,9. "Em 2008 começamos um trabalho diferenciado mostrando que as crianças tinham potencial para melhorar e mexemos com a autoestima dos professores. Cobramos também dos pais uma participação maior e controle nas tarefas e nas faltas dos filhos. O trabalho conjunto tem feito a diferença", garantiu a diretora Vandreia Gomes. A escola, que tem 250 alunos, oferece contraturno para quem tem dificuldade e recuperação paralela. "Não tenho nenhum aluno do 2º ao 5º ano que não saiba ler, escrever. Eles já desenvolvem o raciocínio lógico", garantiu.
A coordenadora pedagógica Regiane Araújo ressaltou que é possível fazer educação de qualidade em escola pública, da periferia e com muitos alunos de baixa renda. "Independentemente da classe social todos têm potencial para aprender e melhorar. Temos muitas famílias humildes mais engajadas que outras com melhores condições. Quando todos lutam pelo mesmo objetivos, as metas são alcançadas."
Muitos alunos estudam juntos desde a pré-escola e isso colabora com o desempenho em sala de aula. "Eu gosto muito de estudar aqui, é bem legal. Adoro as aulas de matemática e a professora ensina bem", contou Eduardo Ferreira, de 9 anos, aluno do 4º ano. Já o colega de sala Guilherme Carinatto, de 8, que sonha em ser jogador de futebol, adora as aulas de educação física. "A gente joga vôlei, futebol e tem aulas de dança. Quero ser lateral-direito, mas até lá tenho que estudar muito."
Thalita Oliveira, de 11 anos, aluna do 5º ano, destaca as aulas na biblioteca. "Emprestamos os livros, a professora lê para nós e as histórias que eu mais gosto são as que falam de terror", mencionou.
A escola Carlos Zewe Coimbra, no Jardim Marabá, na zona leste, foi a que apresentou a maior evolução. O índice, que era de 3,2, em 2011, saltou para 5,6, em 2013. Uma evolução de 75%.(L.F.C.)





