Londrina amplia atendimento domiciliar
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domingo, 16 de abril de 2006
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Em Londrina, um grupo específico do Sistema de Internação Domiciliar (SID), da Secretaria Municipal de Saúde, atende pacientes terminais. O médico Luís Fernando Rodrigues, coordenador do programa, explica que o SID é formado por cinco equipes que fazem o atendimento domiciliar aos pacientes, e há dois anos uma das equipes é exclusiva para cuidados paliativos oncológicos.
Esses pacientes têm doenças crônicas progressivas, sem possibilidade terapêutica de cura e uma perspectiva de sobrevida inferior a seis meses. Os cuidados paliativos incluem formas de lidar com a dor e com aspectos desagradáveis das doenças, como a náusea, e são acima de tudo, uma forma humanizada de tratar quem está no fim da vida.
O número de pacientes terminais atendidos em casa tem aumentado em Londrina. Em 2004, dos 329 pacientes atendidos pelo SID, 74 foram encaminhados para o grupo de cuidados paliativos. No ano passado, foram atendidos no total 436 pacientes, 102 pela equipe de cuidados paliativos.
Mas esse aumento ainda não significa que as pessoas escolheram morrer em casa - nem sempre o paciente sabe da gravidade do seu caso, porque nem a família, nem o médico, o informam sobre isso. Rodrigues chama a atenção para a chamada conspiração do silêncio nestes casos. Ninguém fala, mas muda o comportamento de todo mundo, a pessoa começa a sofrer de um lado, e a família de outro.
Segundo o médico, há maneiras de informar o paciente sobre a gravidade do seu caso, aos poucos e à medida que ele próprio quiser saber, inclusive dando suporte para a família. O que se oferece é o direito que o paciente tem de escolher onde quer ficar, por isso a necessidade da informação verdadeira, explica.
Rodrigues também coordena o Núcleo de Estudos em Cuidados Paliativos de Londrina (Palliare), um grupo formado por profissionais da área da saúde que promovem reuniões científicas mensais para discutir o tema.


