Londres fecha em queda de 0,9%; Paris cai 1,2%.
Londres, 23 (AE-DOW JONES) - A Bolsa de Londres fechou hoje (23) com o índice FT-100 em queda de 55,9 pontos (0,9%), em 6.496,5 pontos. O volume alcançou 1,1 bilhão de ações negociadas. Traders ouvidos pela Dow Jones atribuíram a queda à abertura em baixa em Nova York.
As ações mais negociadas no mercado acionário londrino foram as da rede de supermercados Asda (120 milhões), pela qual a norte-americana Wal-Mart está pagando 6,72 bilhões de libras. Apesar do volume, as ações da Asda operaram em margens estreitas e fecharam em alta de 0,12%. As ações do grupo Lloydes TSB chegaram a subir 3,08%, mas acabaram fechando em queda de 2,70%, depois do anúncio da aquisição da seguradora Scottish Widows por 7 bilhões de libras. As ações da TV BSkyB subiram 3,24%, em meio a especulações de que a francesa Canal Plus estaria pretendo reiniciar negociações para uma fusão.
Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 caiu 56,38 pontos (1,2%) e fechou em 4.481,66 pontos. A queda foi atribuída à realização de lucros. As ações da STMicroelectronics, do setor de semicondutores, caíram 7,13%. Elas acumulavam alta de 86% desde o começo do ano. As do banco Societé Générale subiram 4,2%, em movimento técnico de recuperação. As de outros bancos acompanharam (Paribas +0,66%, BNP +1,1%).
Na Bolsa de frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 69,56 pontos (1,3%), para fechar em 5.399,11 pontos. Os destaques foram as ações do setor automobilístico e as do setor elétrico. As ações das montadoras caíram, em reação a uma proposta a ser examinada amanhã pelos ministros do Meio Ambiente da União Européia, sobre exigências para a reciclagem de veículos velhos. As da Volkswagen caíram 3,8%; as da DaimlerChrysler recuaram 0,5% e as da BMW fecharam em queda de 2,9%. Também houve notícias sobre essas três empresas: a VW negou que esteja estudando a compra da sueca Scania; a DaimlerChrysler desmentiu que queira comprar a Volvo, também da Suécia; e a BMW anunciou um plano de investimentos de 30 bilhões de marcos nos próximos cinco anos. As ações do setor elétrico reagiram à ampliação, de 10 anos para 20 anos, do prazo para abandonar a geração de energia nuclear. As da RWE subiram 1,7% e as da Veba avançaram 1,5%.





