Londres, 22 (AE-DOW JONES) - A Bolsa de Londres fechou hoje (22) com o índice FT-100 em alta de 38,7 pontos (0,6%), em 6.069,9 pontos. O volume ficou em 849,1 milhões de ações negociadas. As ações dos setores de telecomunicações e transporte aéreo subiram, devido a informes sobre fusões e à estréia das ações da Air France em Paris.
A abertura em alta em Nova York favoreceu o mercado. No setor de telecomunicações, as ações da Colt Telecom subiram 4,5% e as do grupo Orange avançaram 7,8%. Analistas citados pela Dow Jones disseram que a possível aquisição da Telecom Italia pela Olivetti poderá provocar nova onda de consolidação no setor na Europa. As ações da British Aerospace subiram 3,5%. As ações do HSBC (Hongkong and Shanghai Banking Corp.) caíram 4,0%, em reação ao balanço do banco em 1998.
Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 subiu 35,38 pontos (0,9%) e fechou em 4.165,86 pontos. Traders disseram que a ausência de um comunicado sobre câmbio na reunião de ministros do G-7, realizada no fim de semana, implica que não haverá mudanças no curto prazo no cenário de dólar forte e euro fraco. Isso é uma boa notícia para os exportadores franceses.
A exceção fica por conta das empresas que dependem fortemente de suas exportações para o Japão, devido à fraqueza do iene. É o caso do grupo Louis Vuitton-Moet-Hennessy, cujas ações fecharam em queda de 1,5%. As ações da Air France fecharam seu primeiro pregão a 16,10 euros, 11% abaixo de seu preço de abertura, mas 15% acima do preço da oferta pública no varejo.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 64,44 pontos (1,3%) e fechou em 4.887,70 pontos. Traders atribuíram a alta à presença ativa de investidores institucionais no mercado e à influência da abertura positiva em Nova York.
Outro fator positivo foi a persistente alta do dólar frente ao euro. As ações da rede de supermercados Metro subiram 6,0%, devido a especulações de uma fusão com o grupo francês Carrefour. As da Mannesmann avançaram 3,4%, em reação à notícia da oferta da Olivetti pela Telecom Italia. As da Siemens caíram 4,2%, refletindo decepção com a falta de definições mostrada na reunião anual de acionistas, na semana passada.

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