Londres, 15 (AE-REUTERS) - Os governos britânico e alemão alertaram hoje (15) que a ciência e não as emoções decidirão se, e quando, grãos geneticamente modificados serão liberados para produção na União Européia.
"Estamos interessados em assegurar que, antes que a comercialização em larga escala de grãos geneticamente modificados se estabeleça, temos de estar certos de que não há perigo para o ambiente", disse um porta-voz do primeiro-ministro Tony Blair aos jornalistas.
Jornais britânicos relataram que era planejada uma moratória de três anos para a questão dos grãos geneticamente modificados, uma idéia enfaticamente negada pelo Ministério do Meio Ambiente.
Um porta-voz da companhia AgrEvo em Frankfurt disse que, mesmo sem interferência política na Grã-Bretanha, as empresas de biotecnologia da União Européia foram expostas a uma "moratória de fato nos últimos 12 meses".
O sistema de licenças da União Européia para novos grãos geneticamente modificados entrou mais ou menos em colapso, com a França bloqueando o progresso e a Grã-Bretanha associando produtos com genes modificados à resistência a antibióticos.
A consultora científica para a indústria de alimentos do instituto BLL, em Bonn, Christiane Toussaint, disse que o debate sobre os grãos geneticamente modificados seria mais racional na Alemanha que em outros países da União Européia, porque a indústria e grupos de consumidores vêm discutindo o assunto há mais tempo.

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