Lojas Renner arrendam nove lojas do Mappin em São Paulo
São Paulo, 30 (AE) - As Lojas Renner, do grupo americano J C. Penney, venceu hoje a disputa pelo arrendamento das nove lojas do falido Mappin em São Paulo. Em audiência pública, o juiz da 18ª Vara Criminal, Mário Chiuvite Junior, decidiu que em troca das lojas a Renner abrirá nelas 980 novos postos de trabalho, reservando 80% das vagas a ex-funcionários do Mappin. Além disso, até o final do ano, a Renner empregará em seus estabelecimentos mais 100 ex-funcionários do Mappin. Todos terão estabilidade por seis meses, exceto em casos de "justa causa".
A Renner não responderá pelos passivos fiscais e trabalhistas das nove lojas, mas depositará R$ 10 milhões que serão destinados à massa falida do Mappin, no prazo de 90 dias. O desrespeito aos compromissos assumidos acarretará à Renner multa diária de dez salários mínimos. A Renner tem prazo de 45 dias para celebrar os contratos de locação com os proprietários das nove lojas, bem como contratar os empregados na forma especificada.
O sindicato da categoria auxiliará na contratação da mão-de-obra pela Renner. Esta somente ocupará as lojas após concluídos os contratos de locação. Até lá as lojas permanecerão lacradas. A Renner arcará com a remoção dos bens pertencentes à massa falida, que serão depositados em local a ser determinado pelo juiz. Foi também acolhida proposta da Comercial Tagliassachi Ltda., que ficará com a loja Mappin de Sorocaba, no Shopping Center. A Comercial está autorizada a usar o nome Mappin durante um ano.
Foi rejeitada a proposta das lojas Americanas, interessada em abrir apenas três lojas e que se comprometia a empregar 500 pessoas. A empresa estava particularmente interessada na loja do Shopping Center Norte e já tinha celebrado um pré-contrato de locação com o dono do imóvel, pois já foi decretado o despejo do Mappin daquela unidade.





