Lojas Brasileiras pagará direitos de 2 mil funcionários
PUBLICAÇÃO
domingo, 01 de agosto de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 02 (AE) - A Lojas Brasileiras (Lobrás) comprometeu-se hoje, em reunião no Sindicato dos Comerciários de São Paulo, a pagar os direitos trabalhistas dos 2.000 funcionários que serão dispensados com o fechamento da rede. De acordo com o sindicato, o diretor-administrativo e de Relações com o Mercado da Lobrás, Cássio Romano, afirmou que todos os empregados receberão as indenizações de rescisão contratual. Na semana passada a empresa da família Goldfarb anunciou o fim da empresa como resultado de três anos de prejuízos. Só no ano passado o rombo foi de R$ 56 milhões.
Cassio Romano explicou na reunião que as vendas não estão sendo suficientes para cobrir os custos operacionais das lojas em função da forte concorrência. O sindicato pediu a prorrogação da dispensa dos funcionários pelo menos até o final do ano, quando espera uma melhora da situação do comércio com a perspectiva de reaquecimento da economia. Romano prometeu levar a proposta à diretoria, mas adiantou que dificilmente seria possível voltar atrás na decisão. As 63 lojas da rede, em 20 Estados brasileiros, devem fechar até o final deste mês.
Mappin - O sindicato encaminhou hoje ao juiz da 18ª Vara Cível da Capital, Luiz Beethoven Giffoni, pedido de autorização para concecer baixa na carteira de trabalho e liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e seguro-desemprego dos 4.500 funcionários do Mappin. A rede teve a falência decretada na última quinta-feira. O presidente do sindicato, Rubens Romano, espera que a autorização saia até amanhã. Ele avalia que a decisão vai dar mais tranquilidade aos funcionários, já que, em processos de falência, a liberação do fundo costuma demorar anos.


