São Paulo, 7 (AE) - O empresário Abílio Diniz, presidente do Grupo Pão de Açúcar, disse hoje que fechou um acordo de arrendamento de duas lojas Mappin, na Praça Ramos e Juscelino kubtschek, na capital, para instalar no local duas unidades dos hipermercados Extra.
Na Riachuelo, o vice-presidente da empresa, Flávio Rocha
contou que as negociações estão em andamento, mas não dentro do modelo que tem sido oferecido pelo administrador do Mappin, José Paulo Amaral. A Riachuelo quer garantias de que não será acionada pelos fornecedores para resgatar astratosférica dívida do Mappin-Mesbla. Já a Renner, controlada pelos americanos da JC Penney, ninguém quis falar do assunto.
Para Diniz, que recentemente arrendou a rede de lojas Paes Mendonça, o importante no negócio com as lojas do Mappin é a manutenção dos 800 empregos. "O BNDES foi a mola propulsora do novo negócio", frisou.
No Mappin da Praça Ramos, Diniz espera montar uma unidade diferenciada do Extra. Segundo ele, o Extra será bem próximo de uma loja de departamento, na qual a área de alimentos terá pouco espaço.
O empresário não deu detalhes da maneira como será o contrato de arrendamento, pois está negociando, mas disse que sua equipe procurou cercar-se de todas as garantias jurídicas.
Para a Riachuelo, a dúvida está exatamente em correr o risco de sucessão das dívidas deixadas pelo empresário Ricardo Mansur, de R$ 1,120 bilhão. "A proposta do José Paulo Amaral não nos deu tranquilidade", revelou o vice-presidente da Riachuelo, o ex-deputado Flávio Rocha - autor do projeto de imposto único na Câmara dos Deputados.
Para Rocha, que propôs ficar com 13 - entre o Nordeste e as cidades de Campinas (SP) e Mato Grosso -, talvez o modelo de arrendamento deva ser outro. "Vamos ficar com as lojas, desde que haja garantias jurídicas que não seremos acionados pelos antigos fornecedores do Mappin e Mesbla", disse ele, que tem dinheiro em caixa para fazer a transação com capital próprio.
A Riachuelo faturou R$ 500 milhões em 1998 e obteve R$ 43 milhões de lucro. Independentemente de sair ou não o negócio com o Mappin, a cadeia varejista - que já foi concordatária nos anos 80 - espera inaugurar dez lojas este ano.Por Edilson Coelho ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca contém informações que seguiram em MAPPIN-MESBLA/PÃO DE AÇÚCAR.

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