Porto Alegre, 6 (AE) - Logística eficiente, sistema de financiamento com acesso a capitais estrangeiros e marketing agressivo são as ferramentas que o governo federal pretende utilizar para manter a competitividade internacional da agricultura brasileira enquanto negocia a redução dos subsídios concedidos ao setor em outros países. O sistema portuário é um dos pontos prioritários.
"O preço máximo de operação por contêiner deve ser de US$ 100", exemplificou hoje o ministro da Agricultura, Marcus Vinicius Pratini de Moraes. "Qualquer coisa acima disso tem de baixar", destacou.
Segundo o ministro, nas negociações internacionais, incluindo a Rodada do Milênio da Organização Mundial de Comércio (OMC) em Seattle (EUA), os países "prejudicados" devem propor uma agenda de redução progressiva dos subsídios aos produtos primários concedidos pelos Estados Unidos e União Européia. "A Europa dá US$ 60 b ilhões de subsídios para a agricultura", disse.
Pratini defende uma ação direta junto aos consumidores europeus e norte-americanos para torná-los "aliados" na luta contra os subsídios em seus países. "Eles pagam impostos para manter o sistema e preços mais altos pelos próprios produtos", afirmou.
De acordo com ele, é preciso mostrar a esses consumidores que a abertura do mercado permitiria a redução dos preços dos alimentos. "O subsídio é um prêmio de seguro que a sociedade paga para ter alimentos abundantes e de boa qualidade, mas quando ele é exagerado acaba se transformando em dumping sobre os outros países", comentou o ministro.
Do lado brasileiro, Pratini lembrou que o governo tem "recursos limitados" para apoiar o setor primário. Por isso ele reiterou sua idéia de reduzir a dependência do setor do sistema de financiamento público, permitindo o acesso dos produtores ao mercado int ernacional de futuros. "O financiamento oficial deve ser orientado pela os agricultores de baixa renda e projetos em regiões especiais", reiterou.

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