O presidente da APP-Sindicato Londrina, Márcio André Ribeiro, avaliou que as antecipações das provas do vestibular da UEL prejudicariam todos os alunos da rede pública de ensino, que só vão concluir o ano letivo no primeiro trimestre do ano que vem. "A universidade pública, no caso a UEL, que também participou da greve, deve ter o foco na educação pública. Os estudantes das escolas particulares não terão prejuízo por aguardar um pouco o vestibular. Já os alunos da rede estadual terão que disputar vagas sem terem iniciado o último bimestre se as datas fossem antecipadas. A lógica de mercado não pode prevalecer neste caso", afirmou.
Ribeiro informou que o vestibular da UEL será antes do término do ano letivo atual nas escolas estaduais. "Apesar de não terem visto todo o conteúdo, eles terão concluído 50% do último bimestre, o que dá mais condições de igualdade. O calendário da UEL, que havia sido nos apresentado há duas semanas, não é o ideal para nós, mas é perfeitamente aceitável".
De acordo com dados da UEL, da média de 20 mil candidatos aos vestibulares dos últimos anos, 48% são oriundos integralmente de escola pública, enquanto 44% integralmente de particulares. Já entre os aprovados que ingressam nos primeiros períodos dos 66 cursos de graduação, disputando 3.090 vagas, 60% deles vêm da rede pública. (C.F.)

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