Localizada nos EUA suspeita de ter tentado comprar bebê
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de maio de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A Polícia Federal (PF) informou ontem que autoridades policiais da Geórgia, nos Estados Unidos, conseguiram localizar uma mulher chamada Michele, suspeita de ter tentado comprar um bebê brasileiro de três meses. Na última terça-feira, o norte-americano James Todd Burch, 33 anos, foi preso em Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) com a criança. Ele é suspeito de integrar um esquema de tráfico internacional de menores.
De acordo com a PF, Michele já teria pago US$ 8 mil a Burch pelo bebê e o restante do dinheiro da compra seria entregue quando o norte-americano chegasse com o menino. Para entrar nos Estados Unidos com a criança, Burch teria registrado o bebê como seu filho. A mãe do menino abriu mão da guarda em juízo e receberia parte do dinheiro da compra. Ela foi presa e está na carceragem do 9º Distrito Policial (DP) de Curitiba.
A PF informou que Michele prestou depoimento ontem na Geórgia. Até o final da tarde, a polícia brasileira não havia recebido nenhuma informação sobre o conteúdo do testemunho da mulher. Ainda segundo a PF, a mãe de Burch, chamada Shirley, teria intermediado o contato entre o norte-americano e Michele.
Também foi localizado na Geórgia o menino Michael, de 4 anos, que seria filho da brasileira Rita Gomes e que foi enviado aos Estados Unidos em 2003 por Burch. Em depoimento na Superintendência da PF em Curitiba, anteontem, Rita disse que teve um caso com o norte-americano. Oito meses depois do início do relacionamento, a brasileira teve um menino (Michael). Burch registrou a criança como seu filho, mas depois descobriu, através de um exame de DNA, que não era pai dele. Mesmo assim, um ano depois, o norte-americano enviou o menino para os Estados Unidos, para morar com parentes dele.
De acordo com a PF, Michael estaria morando com Shirley. Ontem, ela também prestou depoimento à polícia dos Estados Unidos. Segundo a PF, o menino agora está sob cuidados de uma assistente social. Ainda não se sabe se ele será trazido de volta ao Brasil.
Ontem, circularam boatos na Superintendência de que um homem iria prestar depoimento porque Burch teria feito uma oferta para comprar o filho dele. Entretanto, a assessoria de comunicação da PF negou a informação.


