As terras deste novo projeto são antigas fazendas de búfalos, com pastagens bastante degradadas e muita erosão na beira de rios, provocada pelos animais. As espécies nativas, a serem usadas no reflorestamento, virão dos viveiros mantidos pela SPVS em Morro da Mina, com uma produção atual de 100 mil mudas por ano.

A mata, que se pretende recuperar, é bem diversificada, com algo em torno de 200 espécies de árvore por hectare. E sustenta uma fauna igualmente rica: só em Morro da Mina vivem 16 espécies de aves ameaçadas de extinção, sendo que uma delas, o endêmico bicudinho-do-brejo, só foi cientificamente descrito há 4 anos. Desta área florestada depende, ainda, a água de abastecimento de Antonina, com seus 20 mil habitantes.

A expectativa, passados os primeiros estágios de recuperação da vegetação, é de implantar projetos de ecoturismo e exploração racional de produtos florestais, como o palmito. ''Este tipo de projeto precisa olhar também para os vizinhos e evitar os chamados 'vazamentos' de carbono, isto é, não adianta tirar os búfalos da reserva e promover ali os reflorestamentos, se na fazenda vizinha estão desmatando para criar pastagens para mais búfalos'', acrescenta o diretor-executivo Clóvis Borges. (A.E.)

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