Local já teve outras mortes violentas
Local já teve outras mortes violentas
A ocupação do terreno no sudoeste do Estado por cerca de 3 mil famílias, em abril de 1996, foi uma das maiores organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no País. Depois, houve um racha, com a criação dos assentamentos Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire, já com as terras desapropriadas pelo Incra. O primeiro assentamento tem 17 mil hectares e 900 famílias. O segundo, 10 mil hectares e 578 famílias.
Como os assentamentos não foram regularizados (com repartição de lotes e titulação), as famílias vivem na condição de sem-terra. Na área já ocorreram cinco mortes violentas.
Conforme denunciou o MST, a maioria dos crimes foi ação de pistoleiros da Araupel, o que sempre foi negado pela empresa.
A assessora do MST em Laranjeiras do Sul, advogada Andréia Indalência, explicou que o casal fazia parte de uma subdivisão do Assentamento Marcos Freire, que é ligado ao ex-prefeito de Rio Bonito do Iguaçu, César Bovino (PMDB). Com este grupo, acrescido ao que originalmente fez a ocupação da terra, há um excedente de 24 famílias em relação às 578 que, efetivamente, devem ser assentadas.
A existência de excedentes também no Assentamento Ireno Alves dos Santos sempre foi motivo de disputas entre os sem-terra, porque ninguém quer ser excluído. (P.P.)





