Local do acidente desafia motoristas
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Curvas acentuadas, em trechos de subidas e descidas íngremes e grande movimento de veículos pesados. Acidentes são frequentes: só na última segunda-feira, foram três no período de menos de 12 horas. É isso que os motoristas que precisam enfrentar ao trafegar pela BR-376, entre Mauá da Serra e Ortigueira, na Serra do Cadeado. Quem circula pela rodovia sabe que, além de atenção é prudência, é preciso também contar com a fé e ainda com uma boa dose de sorte.
Comandante do Posto de Polícia Rodoviária de Mauá da Serra, o sargento Domingos Mendes confirma que o trecho sob sua responsabilidade é perigoso. Entre os mais críticos, ele cita o km 303, uma parte de pista dupla em descida (sentido interior-capital) onde um radar foi instalado para exigir a redução da velocidade; o km 312, de pista simples, mas também com uma curva perigosa; o km 323, onde a curva é difícil de contornar, principalmente para quem viaja para o interior; e o km 338, onde há uma curva acentuada em descida para quem segue para a capital.
O local onde ocorreu o acidente envolvendo a viatura do Corpo de Bombeiros foi refeito há alguns anos e, segundo o sargento, hoje é um pouco mais seguro. Mesmo assim, o local continua sendo conhecido como ''curva da morte''. Morando numa propriedade ao lado da rodovia, o agricultor José Mário Moreira afirma que acidentes ainda são comuns no lugar: ''um dia antes mesmo teve uma batida um pouco antes''.
Pouco menos de três horas antes do acidente com os oficiais dos bombeiros, o caminhoneiro Claudemir de Campos já havia sofrido um acidente que por pouco não se transformou em tragédia. Conduzindo um contêiner com 27 toneladas de frango, ele perdeu a ''quinta roda'' (que prendia a carga no cavalo do caminhão) e ficou sem o controle na altura do km 319. Ele se salvou mas a carga ficou tombada na lateral da pista. ''Por ser pedagiada, esta rodovia deveria ser duplicada porque é muito perigosa. Acho que é a única maneira de diminuir com os acidentes porque mesmo dirigindo bem, do jeito que está é preciso ter sorte e fé'', diz o motorista que percorre a BR de cinco a seis vezes por semana.


