Lobby quer tirar do Código Florestal definição de APP
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quarta-feira, 19 de setembro de 2001
Agência Estado <br> De Brasília 
A comissão criada no Congresso para negociar o texto do Código Florestal passou a ser pressionada por um novo lobby. A Frente Parlamentar da Habitação quer que os planos diretores municipais e não o código determinem as Áreas de Proteção Permanente (APP) nas cidades. Coordenador da Frente Parlamentar da Habitação e do Desenvolvimento Humano, o deputado Ricardo Izar diz que uma regra geral vai engessar as cidades, tornando inviável projetos e construções.
Para ambientalistas, no entanto, as regras do Código devem ser respeitadas para evitar o risco de danos a nascentes ou encostas de morros. O atual Código Florestal considera área de proteção permanente florestas e demais formas de vegetação situadas a 30 metros ao longo de rios e cursos d'água com menos de 10 metros de largura.
Deputado da Frente Ambientalista, Luciano Pizzatto (PFL-PR) diz que em Londrina há milhares de ações pedindo demolições de prédios próximos às APPs. ''Os planejamentos não levaram em conta a necessidade de áreas de proteção com essas dimensões (previstas na MP em vigor)'', afirma. ''Já houve construções feitas ao longo de margens do rio'', diz o deputado, lembrando o caso de São Paulo, onde existem avenidas ao longo dos rios Tietê e Pinheiros.


