São Paulo, 15 (AE)- A análise semanal da economia brasileira do Lloyds TBS, divulgada hoje, mostra que a sondagem semanal, feita pelo Banco Central, junto a diversos analistas, aponta para um IPCA de 6,91% no ano,ou seja, ainda acima da meta de 6% estabelecida para 2000. O relatório destaca que os reflexos da redução nos juros em 99, já começam a ser sentidos na atividade econômica, que no quarto trimestre do ano passado registrou um significativo crescimento (1,42% dessazonalizado).
"Acreditamos que os juros devem ceder em até 2 pontos percentuais neste ano", diz o Lloyds. "Mas parece-nos que o início do processo talvez não se verifique agora, mas a partir de março ou abril. Nada impede, porém, que o viés seja mudado de neutro para positivo, indicando que a intenção do BC é reduzir, assim que possível, o juro básico".
A análise acentua que as atenções na semana estão voltadas para a reunião do Copom que começa hoje e prossegue até amanhã. Diante dos melhores números de inflação e da estabilidade do mercado cambial, parte do mercado começa a aventar a possibilidade de uma redução da Selic já nesta reunião. "Acreditamos, porém, que o Copom tende a optar pela manutenção da taxa, em função dos seguintes motivos: a) o cenário internacional continua apontando para novas altas na taxa de juros norte-americanas (as taxas de inflação de janeiro nos EUA, serão divulgadas na quinta e sexta- feiras, depois da reunião do Copom); b) o preço do petróleo não vem recuando como se esperava e a cotação atinge patamar recorde em 9 anos (a ata do Copom de janeiro trabalhava com recuo dos preços já no curto prazo".
Câmbio - De acordo com o Lloyds apesar da volatilidade no mercado internacional, sobretudo no mercado acionário, o câmbio vem se comportando de maneira muito tranquila nos últimos dias. A cotação do dólar vem ficando próxima a R$ 1,77, com baixa volatilidade. Esse comportamento é importante, tanto no tocante a inflação no curto prazo, como também pode servir como um incentivo às empresas brasileiras voltarem a captar no mercado internacional.
Sobre este último ponto, segundo o Lloyds, "merece destaque a emissão do BNDES de um Eurobônus de 5 anos, no total de EU 200 milhões (Euros). Essa emissão é importante pois pode ser um referencial para novas emissões privadas de mais longo prazo".

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