São Paulo, 09 (AE) - As atenções estão voltadas para a reunião do Copom de amanhã, diz a análise semanal do Lloyds Banks sobre a economia brasileira, observando: "Esperamos a continuidade do processo de redução gradual da taxa Selic nos próximos meses. Trabalhamos com uma queda de 19% para 18,75% nesta reunião (mas, 18,5% não deve ser visto com surpresa, devido aos sinais otimistas que o BC tem apresentado em relação à inflação). De fato, o BC já vem sinalizando para esta redução através das atuações diárias no over. A queda mais efetiva dos juros básicos nos próximos meses, porém, está diretamente atrelada a uma melhora no cenário inflacionário, com destaque para o 1o trimestre 2000".
Diz também que "o Tesouro, juntamente com o BC, divulgou uma série de medidas visando aumentar o mercado secundário de títulos públicos e, com isso, reduzir o custo da dívida mobiliária. Entre outras medidas destacam-se: a) redução no número de papéis ofertados; b) concentração dos leilões (menor número de emissões ao longo do mês); c) cronograma dos leilões do mês seguinte; d) volta do mercado de overnight; e) opções de put para papéis pré-fixados; f) go-around de papéis pré-fixados; g) papéis cambiais do tipo zero cupom bond. Boas iniciativas".
Na sua análise do câmbio, o Lloyds diz que "após um mês sob forte pressão, quando o dólar chegou a ser negociado a R$ 2 00, o mercado parece ter se acalmado. A renegociação do piso de Reservas Internacionais Líquidas requeridas pelo FMI ao país foi fundamental para a reversão das expectativas no curto prazo, pois ao mesmo tempo em que diminui a necessidade do Tesouro ir a mercado para adquirir os dólares necessários para honrar seus compromissos (como ocorrido no início de outubro), também amplia o poder do BC no mercado de dólar pronto".
E conclui: " Outros fatores importantes para a melhora do mercado: a) menor volume de vencimentos de eurobônus em novembro (US$ 600 milhões) comparativamente a outubro (US$ 1,6 bilhão em euros); b) maior volume de novas emissões por parte das empresas brasileiras no mercado internacional. Em tempo: (1) para dezembro espera-se um maior fluxo de vencimentos de dívidas privadas no exterior, algo próximo a US$ 1,6 bilhão; (2) a balança comercial teve uma boa performance em outubro. O déficit comercial ficou em US$ 154 milhões, bem abaixo do US$ 1 44 bilhão de out/98. O destaque ficou com as exportações, que cresceram 12,6% ante igual mês de 98. As importações continuaram apresentando retração em relação a 98 (14,2%). No ano a balança acumula déficit de US$ 921 milhões".

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