Curitiba - Sobre a questão do lixo, o diretor executivo da Agência das Nações Unidas para Pesquisa e Treinamento (Unitar), Marcel Boisarg, considera fundamental que o problema seja visto em sua origem. ‘‘É uma questão de cultura’’, afirmou, defendendo a idéia de que se reduza a fabricação de produtos de difícil degradação pela natureza, como o plástico, por exemplo.
Curitiba foi elogiada no fórum pelos programas de coleta e tratamento do lixo. Já em São Paulo, a prefeitura enfrenta o esgotamento de seus aterros sanitários e está implementando um Plano Diretor de resíduos sólidos. Com 10 milhões de habitantes e produção de 12 mil toneladas diárias de lixo, os dois aterros existentes têm menos de cinco anos de vida útil.
Dentro desse projeto, de acordo com o assessor técnico da Secretaria e Serviços e Obras da prefeitura paulista, Marco Antonio Fialho, estão previstas várias ações como a melhoria no destino dos resíduos da construção civil, solução para os loteamentos irregulares e favelas, e incentivo à reciclagem, num trabalho conjunto com a Associação de Carrinheiros.
O México enfrenta situações ainda mais graves. ‘‘Nosso problema é o crescimento de resíduos urbanos e industriais e falta de opção onde colocar este material’’, conta o prefeito da cidade de Zamora, Eduardo Curriel Del Rio. Há 23 anos o município se utiliza de um lixão a céu aberto, de quatro hectares, e nenhum cuidado de proteção ambiental. Agora, o Programa de Saneamento Ambiental de Zamora já está construindo um aterro sanitário, de 30 hectares, e prevê ações educativas junto à população para implantar a reciclagem do lixo.
A prefeita da cidade de Maria Pinto, no Chile, Jessica Mualim Fajure, também presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente, conta que em seu país o lixo também é um problema grave. O País possui 246 lixões, sendo que apenas 11 são regulamentados conforme as leis de meio ambiente, e 174 são ilegais.
‘‘Estamos estudando possibilidades de usar os resíduos como fonte de energia e fertilizantes. Outro problema, segundo ela, é que parte da população prefere jogar seus lixos nas ruas, terrenos baldios, rios e córregos a pagar as taxas de coleta de lixo. (M.G.)

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