Lixo, uma dor de cabeça nacional
A falta de saneamento ambiental (coleta de lixo, rede de esgotos e limpeza de ruas) é a maior dor de cabeça para os brasileiros que moram em cidades, aparecendo em primeiro lugar entre os problemas ambientais locais, com 18% das menções espontâneas. Poluição de rios, lagos ou praias, poluição do ar e desmatamentos vêm em seguida, nesta ordem, com 6%, 5% e 3% das menções. A preocupação com a falta de saneamento é maior nas regiões mais desassistidas, como a região Norte, onde 30% da população considera este o principal problema ambiental local, e Nordeste, onde o percentual é de 20%.
De certa forma, houve evolução, pois o principal problema local, em 92, era a proliferação de doenças a partir da água, um resultado muito influenciado pelos surtos de cólera, que então assolavam diversas cidades. A atual menção da falta de saneamento como principal problema, sobretudo na região Norte, soa como algo menos vinculado ao noticiário do momento e mais bem sedimentado na consciência ambiental. Vale lembrar que a região Norte hoje sofre um dos processos de urbanização mais drásticos do país, com o aumento da demanda por saneamento. Mesmo assim, a percepção de que este é um problema ambiental e sua eleição como o principal problema demonstra um certo nível de consciência.
Por outro lado, continuou alto o percentual de pessoas incapazes de identificar qualquer problema ambiental local. Mais da metade dos entrevistados respondeu não sei ou não há nenhum, reforçando a idéia de que os problemas ambientais são distantes e alheios ao cotidiano das pessoas.
Na pergunta referente a problemas ambientais nacionais e internacionais, a lista começa com o desmatamento (o principal problema nacional para 49% da população), seguido da contaminação das águas (29%) e da poluição do ar (15%).





