Quando algum objeto não tem mais utilidade o destino certo é o lixo. Mas quando o lixo é ‘‘rico’’ em sucata de equipamentos de informática, entre eles monitores, CPUs, mouses, placas, teclados e outros acessórios, recolhidos diariamente nas ruas da cidade, a situação pode ser transformada.
Incomodados com tanto descarte, funcionários do programa Lixo que Não é Lixo, mantida pelo Instituto Pró Cidadania de Curitiba (IPCC), ligado à Prefeitura de Curitiba, decidiram agir. Recolheram, selecionaram e construíram computadores juntando as peças em condições de uso. A cada dez máquinas, em média, surgia um computador ‘‘novo’’.
Com os equipamentos prontos, desde julho os classificadores de resíduos passaram a ter aulas de informática. Enquanto uns sonham com mudanças e fazem planos futuros, outros já desfrutam do conhecimento adquirido. Rodrigo da Silva Andrade, 23 anos, não vê a hora em que poderá ler e compreender um computador de bordo de caminhão. Outro classificador, José Amauri Luiz, 37 anos, afirma: ‘‘Hoje eu sei que a gente não precisa ter medo de mexer no computador. Estou mais seguro.’’

Também chamado de resíduo, é qualquer material considerado inútil, supérfluo, repugnante ou sem valor, gerado pela atividade humana, e que precisa ser eliminado. O conceito de lixo é uma concepção humana, porque em processos naturais não há lixo, apenas produtos inertes.

Equipamento ou dispositivo capaz de armazenar e manipular, lógica e matematicamente, quantidades numéricas representadas fisicamente. Exemplos de computadores: ábaco, calculadora, computador analógico, computador digital.

O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre
os jovens.

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