Londrina - Papéis, sacos plásticos, caixas de papelão, folhetos de propaganda, copos e garrafas descartáveis, folhas, bitucas e maços vazios de cigarro. O que deveria estar no lixo está espalhado pelas ruas, Calçadão e praças da Área Central de Londrina. O problema, de acordo com frequentadores desses locais, aumentou nos últimos dias.
Segundo a auxiliar de cozinha Vanda Teixeira, faz cerca de duas semanas que algumas quadras do Calçadão estão bastante sujas. ''Passo sempre por aqui porque trabalho perto e posso dizer que antes era mais limpo. A população deveria contribuir com a limpeza, mas também está faltando serviço de manutenção'', observa.
O gráfico Sérgio Teixeira relata, por sua vez, que percebeu mais ''desleixo'' desde que começaram as trocas de prefeito. ''Acho que a administração, de forma geral, se envolveu com a eleição e esqueceu do patrimônio público'', critica.
A reportagem da FOLHA percorreu três praças e algumas ruas do Centro constatou que há lixo espalhado em vários espaços públicos. Na Praça Marechal Floriano, conhecida como Praça da Bandeira, os banheiros também são motivo de reclamação. ''Quando está aberto, as condições de higiene são péssimas. Tenho consciência que falta contribuição dos usuários, mas também falta um zelador'', aponta o bancário Luiz Roberto Alves, completando que deveria haver mais sanitários na região. Os banheiros da praça estão fechados há pelo menos cinco dias.
Na Praça Rocha Pombo, os cestos de lixo estão transbordando, uma parte da calçada precisa de reforma, falta retoque na pintura, há restos de podas de árvores amontoados e sujeira espalhada pelo espaço. O problema maior, no entanto, é a fonte, que está desativada e com água parada, o que proporciona, além de mau cheiro, risco de aparecimento de focos do mosquito da dengue.
''Quando eu era jovem essa praça era diferente, bem cuidada. Acho que falta investir o dinheiro do povo na manutenção'', diz o aposentado Francisco José da Silva.
Na Tomi Nakagawa, além da sujeira, há bancos quebrados e garrafas amontoadas. ''Quando estavam fazendo a praça eu achei que seria um espaço ótimo, mas está esquecida, descuidada'', critica a cozinheira Edna Suzuki.
Adaptações
O diretor de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Décio Zulian, alega que os problemas ocorreram devido à mudança de contrato com a empresa responsável pela varrição do quadrilátero central - que vai da Avenida Duque de Caxias à Higienópolis e do Terminal Urbano à Juscelino Kubitschek.
Ele reconhece que nos dois primeiros dias de atuação da Ebepec, de Paulínia (SP), houve falhas, em especial com as lixeiras que ficaram com os sacos cheios e não foram recolhidos, e com a varrição. ''Para solucionar os problemas, os fiscais estão percorrendo as áreas e fazendo relatórios para apontar os ajustes necessários'', esclarece.
''Nos reunimos hoje (ontem) e ontem (quarta-feira) com o encarregado da empresa para discutir sobre a necessidade de adequação e a previsão é de que até a próxima semana as recomendações sejam acatadas'', afirmou. ''Estamos atentos, inclusive, por ser uma área crítica da cidade, com intenso movimento de pessoas'', completa.
Com relação à manutenção das praças, ele diz que também faz parte dos serviços a serem prestados pela Ebepec. Já as fontes são de responsabilidade da CMTU. ''Já foram feitos orçamentos para reparos das fontes, mas ainda dependemos de liberação. Por enquanto, teremos de agir de forma paliativa'', diz. Sobre os banheiros da Praça da Bandeira, Zulian explica que o espaço foi fechado temporariamente para manutenção.

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