Lixo e esgoto mataram peixes no lago do Barigui
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 13 de março de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
A Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba divulgou, ontem, um laudo apontando o acúmulo de matéria orgânica (lixo e esgoto) como uma das principais causas da falta de oxigênio no lago do Parque Barigui, em Curitiba, que provocou a morte de milhares de peixes, há cerca de 15 dias. As fortes chuvas provocaram o revolvimento do lodo do fundo do lago, além de arrastar uma maior quantidade de carga orgânica para dentro dele.
Segundo a superintendente de controle ambiental da secretaria, Marilza do Carmo Oliveira Dias, outro fator que pode ser associado à morte dos peixes são as variações na temperatura do ar, com períodos de calor excessivo, que aumentam o processo de evaporação e, consequentemente, reduzem o oxigênio da água.
A secretaria não planeja nenhuma limpeza no lago, pois segundo Marilza, o aumento da carga orgânica foi momentâneo, em consequência das fortes chuvas. Já foi realizado um trabalho de dragagem no lago no ano passado e as últimas amostras da água demonstram que houve estabilização no volume de material orgânico, afirmou Marilza Dias.
O laudo da Secretaria de Meio Ambiente também aponta a superpopulação de carpas como uma das possíveis causas da mortandade, já que foram recolhidas cerca de sete toneladas de peixes mortos. O ambiente superpovoado torna os animais sensíveis a todo e qualquer tipo de estresse ambiental, ocasionando mortandades.
A secretaria vai fazer um levantamento do número de peixes dos parques municipais que permitirá, se necessário, um trabalho de remanejamento, a fim de evitar novas mortandades por causa da superpopulação. Não há prazo para conclusão do censo, mas o trabalho deverá ser iniciado pelos lagos mais populosos.


