Londrina - Os mais de 3 mil metros cúbicos de lixo acumulado por mais de 500 metros de extensão a céu aberto numa área ao lado da linha férrea que corta o Jardim Marabá (zona leste de Londrina) não são novidade. Há cerca de um mês a FOLHA esteve no local e mostrou o problema. Mas o que chamou a atenção de alguns desses moradores ontem foi que dessa vez dezenas de sacos plásticos contendo lixo hospitalar se juntaram àquela sujeira toda.
Após eles fazerem a denúncia, fiscais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e uma comissão de vereadores foram até lá no final da manhã e verificaram o que a reportagem também pôde constatar no meio da tarde: vários sacos estavam rasgados, misturando seringas descartáveis, bolsas de soro e outros resíduos hospitalares com restos de material de construção, madeiras e vasilhames de comida que ajudam a engrossar a montanha de lixo.
O chefe regional do IAP, Raimundo Maia, afirmou que o Hospital do Coração, dono do lixo, foi autuado e intimado a providenciar a retirada imediata dos materiais. "Nós deixamos determinado aos fiscais que façam a autuação da empresa e retirada imediata dos materiais, porque são altamente contagiosos. São resíduos de saúde que têm que ser completamente separados do resíduo industrial", afirmou. Ele disse que não pode precisar o valor das multas, porque existem condicionantes a ser avaliadas, como a característica dos materiais, a gravidade do crime e o porte das empresas.
O presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas, garantiu que amanhã cedo, já que hoje é feriado municipal, toda a frota de dez caminhões e duas pás carregadeiras será usada para a limpeza completa do lixão. A estimativa da CMTU é que o trabalho dure 15 dias. O material recolhido será levado à Central de Tratamento de Resíduos. Como o lixão do Marabá, há outros 306 pontos de descarte irregular espalhados pela cidade.
Em nota, o Hospital do Coração informou que uma cooperativa realiza a coleta do lixo reciclável (já que os materiais encontrados no local são embalagens e invólucros não contaminados) e que já estava verificando com os responsáveis pela terceirizada o motivo dos resíduos terem ido parar no lixão clandestino.

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